São Caetano implanta bicicleta como transporte público

ônibus

Bicicleta também pode ser transporte público. É o que vai provar a cidade de São Caetano do Sul, no ABC Paulista, a partir deste domingo. Não se trata de aluguel de bicicleta. Após pagar uma inscrição válida por seis meses, o cidadão pode usar gratuitamente por 45 minutos por dia bicicletas cedidas pela empresa Brasil e Movimento contratada pela Prefeitura. Futuramente, sistema deve se integrar com ônibus. Na foto, uma campanha multimodal. ÔNIBUS traz mensagem sobre distância segura entre CARROS e BICICLETAS.

São Caetano implanta sistema de transporte público por bicicleta
Objetivo é integrar os serviços aos ônibus e trens que passam pelo município
ADAMO BAZANI – CBN
Que bicicleta é meio de transporte, e não apenas de lazer, a sociedade brasileira já tem tomado consciência.
Mas o que ainda não é comum nas cidades brasileiras e que já acontece em outros países é a bicicleta como transporte público.
Ou seja, o cidadão não precisa ter uma bicicleta para se locomover com este veículo.
A partir deste domingo, a Semob – Secretaria de Mobilidade de São Caetano do Sul, no ABC Paulista, implanta o sistema SancaBike pelo qual será possível usar bicicletas públicas para deslocamentos dentro da cidade.
Não se trata também de aluguel de bicicletas já que o cidadão poderá usar gratuitamente o veículo por 45 minutos. Depois deste tempo pode usar de novo, mas terá de dar um intervalo de 15 minutos para controle do sistema e pagar o uso adicional.
Inicialmente, o programa SancaBike contará com 70 bicicletas e vai funcionar por seis meses como teste. O objetivo é aumentar para 300. Serão seis estações para pegar e devolver as bicicletas: duas na Avenida Presidente Kennedy em frente ao Parque das Crianças e à Praça dos Imigrantes, uma na Praça dos Violeiros, outra ao lado do Hospital Albert Sabin e duas na Avenida Goiás, no Centro Digital e na Praça 1º de Maio.
As estações vão funcionar para a retirada da bicicleta das 05 horas à meia noite e a devolução pode ser feita durante todo o dia.
USO VAI PRECISAR DE CADASTRO:
Como forma de apresentação à população, neste domingo, na Avenida Presidente Kennedy qualquer um poderá usar as bicicletas. Mas para o dia a dia, será necessário um cadastro pelo site da empresa Brasil e Movimento que vai operar os serviços na cidade: www.brasilemovimento.com.br
O cidadão informa seus dados e paga R$ 10,00 para efetivar um cartão que serve como passe.
Também é necessário pagar uma taxa de R$ 5,00 uma vez, para ter cobertura de um seguro de acidentes.
Quem não devolver a bicicleta em 24 horas paga multa de R$ 450,00 mais as horas excedentes acumuladas após o período gratuito e tem uma denúncia no sistema. Devolvendo em até 27 horas depois da retirada da bicicleta, a denúncia é cancelada.
COM ÔNIBUS:
O próximo passo da Prefeitura de São Caetano é integrar o SancaBike com os ônibus municipais, intermunicipais e trens da CPTM – Companhia Paulista de Trens Metropolitanos, inicialmente com integrações físicas, ou seja, nos mesmos locais, sem por enquanto integrações tarifárias.
O objetivo é estimular o cidadão a deixar o carro em casa e aliviar os congestionamentos e poluição.
Pequenos deslocamentos, desde que a pessoa tenha condição física mínima e equilíbrio, podem ser feitos por bicicletas. Depois os deslocamentos maiores podem ser completados por sistemas troncais de transporte coletivo, como os ônibus de linhas centrais ou corredores, trem e metrô.
Segundo Cristina Baddini, engenheira civil e mestre em transportes e trânsito, a iniciativa da Secretaria é válida também para a criação de uma cultura de uso racional do automóvel.
Ela diz que atualmente, 80% da população mundial viajam de ônibus, trem, metrô e bicicleta e apenas 20% de carro particular nas cidades. Mas os automóveis para transportarem estes 20% ocupam 70% do espaço urbano.
“Não necessitamos de uma tonelada (peso de um automóvel) para transportar 70 kg (peso de uma pessoa). A preocupação com a sustentabilidade do planeta está fazendo com que o uso da bike cresça. A chegada da internet fez com que o movimento de ciclistas crescesse e deu agilidade à organização de pedaladas e manifestações.Trouxe também uma sensação de triunfo pessoal a cada cicloativista, que sabe estar fazendo parte de um movimento global de luta pela sustentabilidade, pela redução de poluentes, por cidades mais humanas.” – disse a especialista.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

8 comentários em São Caetano implanta bicicleta como transporte público

  1. Amigos, bom dia

    1) Foram construídas ciclovias para o uso de bicicletas em SCSul ?

    2) Caso contrário, matematicamente é impossível a convivência entre qualquer tipo de veículo e as bicicletas, vejam só

    Se um veículo se distância 1,5 m de uma bicicleta ele invadirá em 1,5 m a pista ao seu lado. Certo? Alguém discorda dessa conta?

    Certo.

    Desvia-se da bicicleta, invade-se a pista ao lado e bate-se no carro ao lado…

    Como conviver, sem ciclovias bicicletas e carros nos municípios metropolitanos; impossível.

    Como já ocorreu aqui em Sampa ciclista e bicicleta entram em baixo do BUZÃO o qual está transitando na faixa exclusiva do BUZÃO e o piloto ainda vai ser indiciado por homicídio culposo fora a dor de cabeça e o seu emocional abalado.

    3) Considerando-se as barbaridades que os ciclistas “também” fazem, as bicicletas terão PLACAS, para identificação dos ciclistas infratores, inclusive por radares?

    Há anos atrás as bicicletas tinham placas; alguém lembra disso?

    4) Será disponibilizada “bicicleta anfíbia” quando houver a enchente “milenar” que ocorre no ABCD?

    Deixo claro que não sou contra a sustentabilidade nem contra o uso de bicicletas e nem contra os ciclistas, mas tenha santa paciência, enquanto não houver ciclovias, estas atitudes sim atentam contra a vida dos ciclistas e não os outros veículos.

    O assunto se assemelha a cobertor curto, cobre-se a cabeça descobre-se o pé, cobre-se o pé descobre-se a cabeça.

    Novas idéias, críticas e sugestões serão bem vindas para debatermos

    Reflitam!

    Paulo Gil

    • Faltou comentar quanto a administração do sistema, coisa impossível de se fazer NA PRÁTICA.

      Quem será responsabilizado quando houver um acidente, mais uma ação judicial, onde já há pouco trabalho.

      Quando houver um furto ou roubo?

      Quando simplesmente uma bicicleta sumir por “n” razões.

      E a manutenção?

      Bom por hora está bom, tais sistemas não se enquadram em grandes cidades e municípios, seja pelo motivo a, b, c ou “n”.

      Paulo Gil

    • Os ciclistas discordam dessa conta, já bati boca argumentando com eles por causa disso, um animal “ciclo-chato” teve a pachorra de me dizer que numa situação onde a via não permite desvio, deve-se trafegar na mesma velocidade do “bonitão” de bike, vê se pode, se for uma via de trânsito rápido temos que ficar presos a 30km/h atrás do lesma! ciclista não tem consciencia, são poucos, esse negócio de incentivar bicicleta virou um movimento politico de apoio aos coitadinhos dos ciclistas, disfarçado de movimento ecológico!

  2. Desculpe Paulo, mas você deve estar assistindo muito Datena, com seu pessimismo exagerado, imaginando a total desgraça dessa iniciativa em São Caetano do Sul.

    Vamos aos pontos principais:

    1) Ciclovias não deixam de ser uma forma de segregação, se pararmos para fazer uma breve reflexão, elas nem deveriam existir, o espaço urbano foi feito para todos, independente do tipo de veículo que esteja conduzindo. Respeito e Educação farão toda a diferença para o sucesso do Projeto, uma campanha tendo esses dois fatores como tema, seria bem-vinda em SCS.

    2) Matematicamente a convivência é impossível? Balela… Ando de bicicleta 6 quilômetros diariamente, indo e voltando à estação da CPTM em vias muito movimentadas, mas faço isso com plena consciência do perigo, tomando cuidado e me mantendo na faixa da direita, como deve ser, para poder garantir a minha segurança e a das outras pessoas. E te garanto que outros ciclistas enfrentam ruas e avenidas bem mais movimentadas e fazem isso com extrema cautela, ou nosso objetivo é se matar e prejudicar o próximo?

    3) Placas para bicicletas? Mais uma forma do Governo arrecadar imposto… Isso acaba desincentivando o seu uso, que hoje se baseia no fator custo

    4) Essa nem merece comentário…

    Prova que construção de ciclovia não ajuda consideravelmente a tirar veículos da rua? A do Rio Pinheiros. Por falta de acessos, que futuramente serão construídos, o espaço é usado amplamente apenas aos finais de semana, para lazer…

    Antes de tirarmos conclusões sobre esse tipo de iniciativa, devemos ter exemplos de fracassos e sucessos e mesmo assim, só o seu pleno funcionamento poderá nos dizer se a medida foi boa ou ruim, se ajudou ou não a melhorar a questão da mobilidade na cidade de São Caetano do Sul.

    Não sou contra a construção de Ciclovias, elas têm seu grau de importância, mas como disse anteriormente, respeito e educação no trânsito são essenciais para um bom convívio nas cidades.

    • Sr. Bruno, boa noite

      1) Não assisto o programa mencionado pelo Sr.

      2) Como o Sr mesmo disse:

      …mas faço isso com plena consciência do perigo…

      A sua própria afirmação ratifica o meu realismo; uma vez que relatada por
      um ciclista que roda 6 Km/dia de bicicleta.

      3) Quanto as placas nas bicicletas, estas são necessárias SIM, pois diariamente me deparo com bicicletas andando sobre as calçadas em alta velocidade, bem como atravessando a faixa de segurança com o ciclista montado.

      Lembre-se não estou generalizando.

      4) Respeito e educação não é bom só no trânsito, mas sim em qualquer lugar e circunstância, mas se houvesse, não seria necessário Código de Transito Brasileiro,
      Radares, “marronzinhos” e outros.

      Vamos aguardar os resultados.

      Sds,

      Paulo Gil

  3. Amigos, bom dia

    Em complemento ao meu comentário que previa que a administração do sistema é impossível de se fazer na prática, informo:

    Matéria publicada no Jornal o Estado de São Paulo (caderno cidades/metrópole) de
    11.01.13.

    “FALTA DE PATROCÍNIO FECHA ESTAÇÕES DE BICICLETAS NO METRÔ”

    Realmente este resultado é previsível.

    Att,

    Paulo Gil

  4. Muito bom o post gostei muito !

  5. muito legal o post, adorei o blog , parabéns !

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