Produtores brasileiros de ônibus querem intensificar negócios na China

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Ônibus da Marcopolo na China. Empresa instalada em parceria na Província de Jiangsu, leste da China, quer ampliar sua participação no mercado local. Evento multilateral China / Brasil mostrou que o país asiático é um grande vendedor em todo o mundo, mas também é um dos maiores consumidores. A China já é o maior parceiro comercial do Brasil. No ano passado, a relação entre os dois países movimentou US$ 80 bilhões e só de janeiro a julho deste ano, o movimento de negócios cresceu 10,3% em comparação ao ano passado. Foto: Marcopolo China.

Fabricante de ônibus brasileiro participa de feira na China para ampliar negócios no País
Marcopolo que já tem unidade de negócios quer ampliar participação. Outros setores estiveram presentes em evento comercial
ADAMO BAZANI – CBN
É um fato que os chineses hoje se configuram entre os maiores vendedores de produtos em todo o mundo. Mas o que não é tão noticiado é que o país asiático é também um dos maiores compradores. Tanto é que qualquer balanço na economia chinesa traz efeitos que não ficam muito para trás de problemas em países da Europa e os Estados Unidos.
Foi realizado em Pequim um evento bilateral entre Brasil e China, que ocorreu paralelamente ao China International Import Conference (CIIT 2012).
Diversos fabricantes brasileiros, mesmo já instalados no País, ofereceram seus produtos e procuraram fechar mais negócios.
E se a indústria chinesa está de olho no mercado brasileiro de ônibus, com a fabricante asiática Foton devendo se instalar em Camaçari, na Bahia, as marcas do Brasil querem se expandir no mercado chinês, um dos maiores do mundo.
Durante o evento, do tipo “speed date”, a Marcopolo, multinacional brasileira de carrocerias de ônibus, mostrou que um dos objetivos da empresa é, em parceria, fazer ainda mais veículos de transportes coletivos.
Para a Agência de Notícias Xinhua, Jamie Liu, da Marcopolo China, fabricante de ônibus na Província de Jiangsu, leste da China, disse que a marca espera se tornar mais conhecida no país, embora já tenha entrado na China há mais de um ano.
O intuito da Marcopolo é ampliar a gama de modelos de ônibus na Ásia.
Representantes de outros setores também participaram.
O setor de café foi um dos destaques. O mercado interno de café está em crescimento e a China busca ampliar a parceria com outros produtores. O objetivo discutido com a Abric – Associação Brasileira da Indústria do Café é importar espécies do Brasil para cultivo local.
MAIOR RELAÇÃO:
Ações de divulgação de produtos brasileiros na China têm sido cada vez mais constantes, com eventos de setores específicos ou mais abrangentes. Só neste evento paralelo ao CITT, foram 14 empresas brasileiras de oito setores.
Em novembro, deve ser realizado pela Apex – Agência Brasileira da Promoção de Exportações e Investimentos um evento para a indústria alimentícia na China.
A China ultrapassou os Estados Unidos e por três anos consecutivos é o maior parceiro comercial do Brasil.
Só no ano passado, as relações comerciais entre os dois países somou US$ 80 bilhões. Entre janeiro e julho deste ano, em comparação a igual período de 2011, o volume em valores negociados entre os dois países já cresceu 10,3%.
Em fevereiro deste ano, a 2ª sessão do Comitê de Coordenação e Cooperação de Alto Nível China-Brasil em Brasília deixou um acordo pelo qual a relação entre os dois países deve ter crescimento constante, Em abril, o governo chinês determinou crescimento nas importações para melhorar as exportações, ou seja, criar relações comerciais, principalmente no que se refere a matéria-prima. O governo chinês também promete investimentos em infraestrutura para facilitar a entrada de produtos de outros países no território.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

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