Violência: Sete ônibus são assaltados por dia na Região Metropolitana de Curitiba

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Média de assaltos a ônibus e estações tubo em Curitiba e Região Metropolitana preocupa: são 7 ações por dia, boa parte marcada por muita violência. Sindicato dos motoristas e cobradores deve fazer abaixo assinado exigindo mais segurança, a gerenciadora Urbs acredita que ampliação de central de monitoramento pode ajudar no combate aos crimes e empresas de ônibus incentivam o uso do cartão-transporte para os veículos andarem com menos dinheiro e não se tornarem atraentes para os assaltantes. Foto: Adamo Bazani

Violência: Na Grande Curitiba, média de assaltos em ônibus é de sete por dia
Foram 1.111 ações nos primeiros cinco meses do ano. Monitoramento, mas policiamento e uso de cartões que diminuam a quantidade de dinheiro nos ônibus são algumas das soluções

ADAMO BAZANI – CBN

Os transportes coletivos da Região Metropolitana de Curitiba, considerados referência mundial em mobilidade urbana, têm sido alvos cada vez mais rotineiros de criminosos.
De acordo com a Urbs – Urbanização de Curitiba S.A., que gerencia o sistema, entre janeiro e maio deste ano, ocorreram 1.111 assaltos nos ônibus ou em estações-tubo. A média é de 7,2 ações criminosas por dia. Apesar de ser menor que a média de 7,9 do mesmo período do ano passado, o número é considerado alto, se for levada em conta a quantidade de 21 mil viagens por dia na região metropolitana.
Por conta disso, o Sindimoc- Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana realiza um protesto contra a violência e pede que sejam instalados mais equipamentos de segurança e reforço de policiamento tanto nas imediações das estações tubo, nos terminais e dentro dos ônibus eventualmente.
O Sindicato ainda vai realizar um abaixo-assinado com os passageiros reivindicando mais segurança. A entidade diz que os serviços de transportes não serão parados durante o ato.
O Sindimoc acusa a Polícia Militar que teria deixado de atuar com agentes à paisana dentro dos ônibus e estações. A Polícia nega e diz que a vigilância sem fardamento continua, mas está espalhada pela cidade e não apenas em terminais, ônibus e estações.
A Urbs afirma que tem parceria com a Guarda Municipal também para fazer rondas nos trajetos do transportes coletivos e que entrega todo relatório das ocorrências à Guarda, PM e empresas de ônibus para que sejam feitas ações preventivas em linhas com mais incidência de assaltos.
Com a ampliação do CCO – Centro de Controle Operacional, em operação desde abril, serão mais fáceis o mapeamento, prevenção e combate aos assaltos. Policiais militares estarão no centro que conta com as imagens das câmeras instaladas em estações e terminais e com as informações enviadas pelos aparelhos de GPS dos ônibus.
Representantes do Sindmoc disseram que não só o número de assaltos impressiona, como também a violência das ações.
Em 18 de junho, na linha Tamandaré / Rio Branco, um motorista foi baleado ao tentar reagir a um assalto. Já em Fazenda Rio Grande, também na Região Metropolitana, um motorista foi esfaqueado no mesmo mês. Eles ainda não entraram para as estatísticas apresentadas pela Urbs, que divulgou os dados até maio, mas os casos indicam que a violência tem, no mínimo, mantido o ritmo.
O Setransp – Sindicato das Empresas de Transporte Urbano e Metropolitano de Passageiros de Curitiba e Região Metropolitana diz que acompanha os casos de violência junto com a Urbs e os órgãos de segurança pública.
A entidade patronal afirma orientar os motoristas e cobradores a andarem com pouco dinheiro em caixa e os passageiros a usarem o cartão – transporte para tornar os ônibus desinteressantes para os criminosos.
Segundo o Setransp, quando aumenta o uso do cartão – transporte, diminui a incidência de assaltos pelo fato de os ônibus levarem pouco dinheiro.
Entre as linhas e estações tubo mais assaltadas estão:

Linhas

– Curitiba/Campo Largo

– Pinhais/Piraquara

– Linha do Trabalhador

Estações

– Camilo de Lellis, em Pinhais

– Xaxim, na R. Francisco Derosso

– Vila Acordes, no Pinheirinho

AdamoBazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes
Com informações de Rodrigo Batista, Gazeta do Povo

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