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Ônibus voltam ao normal em Recife

Ônibus em Recife voltaram a circular normalmente depois de dois dias de greve de motoristas e cobradores por determinação da Justiça. Mais uma vez, depois de impasses de negociação, os trabalhadores acabaram recebendo menos até que os empresários haviam cogitado pela insistência na paralisação.

Ônibus já circulam normalmente em Recife e região
Fim da greve foi determinação da Justiça. Reajuste foi menor se categoria tivesse negociado

ADAMO BAZANI – CBN

Os transportes por ônibus urbanos em Recife e Região Metropolitana voltaram à normalidade nesta sexta-feira, dia 06 de julho de 2012.
A greve de motoristas e cobradores de ônibus terminou por determinação unânime dos desembargadores do TRT – Tribunal Regional do Trabalho, da Sexta Região.
De acordo com o Grande Recife Consórcio de Transporte, que gerencia o sistema, o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários no Estado do Pernambuco – STTR – PE acatou a decisão judicial. Se não obedecesse, a entidade estaria sujeita a multa de R$ 20 mil por dia.
A greve foi considerada abusiva pelo fato de as operadoras de transportes e a gerenciadora não terem sido comunicadas oficialmente pelo sindicato com até 72 horas antes do início da paralisação, que deixou diariamente sem transportes 2,2 milhões de pessoas que usam as 390 linhas da região servidas por 2,9 mil ônibus na quarta-feira e na quinta-feira.
A população e empresas ficaram sabendo da greve pela imprensa.
E mais uma vez, diante da intransigência entre as duas partes, quem ganhou menos foi o trabalhador.
Como havia ocorrido em outras cidades neste ano e no ano passado, com a insistência da greve e possibilidades de negociações esgotadas, a Justiça determinou aumentos abaixo até mesmo do que os empresários ofereciam e bem menores obviamente do que o reivindicado pela categoria.
Na segunda-feira, antes da greve, o Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado de Pernambuco – Urbana/PE havia sinalizado negociar com o sindicato dos trabalhadores reajustes em torno de 8,5%. Mas em assembléia, a proposta foi negada.
Nesta quinta-feira, em dissídio coletivo, Nise Pedroso, relatora, determinou reajuste do vale refeição de R$ 140 para R$ 160 e nos salários de 7%.
O salário dos motoristas passa de R$1.395 para R$ 1.500; o dos cobradores, de R$ 645,50 para R$ 690; o dos fiscais, de R$ 903 para R$ 970.
Entre benefícios e salários, os rodoviários pediam aumento de cerca de 30%.
A Justiça entendeu que o índice reivindicado estava longe de qualquer índice real de inflação.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

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