Greve do Metrô em São Paulo: assembléia ao meio dia

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Passageiros embarcam em ônibus que lotaram mais que o normal no dia de greve de metrô em São Paulo. Veículos extras foram colocados nas ruas para minimizarem os impactos da paralisação. Trens da CPTM, nas linhas 11 e 12, também pararam. Foto: BOL

Metroviários fazem assembléia ao meio dia para decidirem se greve continua ou não em São Paulo
Na Bahia, mais de um milhão de pessoas continuam sem ônibus. Muitas se arriscam no transporte clandestino
ADAMO BAZANI – CBN
Os metroviários de São Paulo realizam uma assembléia daqui a pouco, por volta do meio dia, para decidirem os rumos da greve, que prejudica cerca de 4 milhões de pessoas na Capital Paulista e causa reflexos na Grande São Paulo.
As declarações contra a greve feitas pelo Governador Geraldo Alckmin e pelo Secretário de Estado dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, foram mal recebidas pela categoria.
Os metroviários em São Paulo reivindicam aumento salarial de 20,12%, sendo 5,13% de reposição por conta da inflação e 14,99% de ganhos reais. O metrô oferece 4,20%, dos quais 4,15% de reposição salarial e 0,5% de ganho real.
A categoria também pede reajuste no vale refeição de 23,44%. O metrô oferece 4,15% também de reajuste no vale.
O Governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, classificou a greve dos metroviários como um ato radical, irresponsável e uma crueldade com a população.
Ele não descartou motivações políticas para a greve, já que o dissídio da categoria tem como data até 31 de maio.
Os metroviários não cumpriram a determinação da Justiça de operação de 100% dos trens no horário de pico e de 85% nas demais horas.
As linhas operam parcialmente:
– A Linha 1 Azul (Santana – Tucuruvi) tem funcionamento só entre as estações Luz e Ana Rosa.
– A Linha 2 Verde (Vila Prudente – Vila Madalena) opera apenas entre as estações Ana Rosa e Clínicas
– A Linha 3 Vermelha (Itaquera – Barra Funda) possui trens circulando apenas entre as estações Mooca – Bresser e Santa Cecília.
– A Linha 4 Amarela (Butantã – Luz) opera normalmente. Os serviços são prestados pela empresa privada Via Quatro e a base sindical dos funcionários é outra.
– A Linha 5 Lilás (Capão Redondo – Largo Treze) opera em todo o trecho, mas com velocidade reduzida.

CPTM:

Duas linhas da CPTM, Companhia Paulista de Trens Metropolitanos, estão paradas também:
Linha 11 Coral (Estudantes – Guaianazes – Luz)
Linha 12 Safira (Calmon Vianna – Brás).
Os trabalhadores destas duas linhas são representados pelo Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil pedem 10,83% de reajustes, sendo 5,83% de reposição inflacionária e 5% de aumento real.
Ônibus especiais operam entre Guaianazes e Brás para atender parte da demanda da linha 11 e entre Itaim Paulista e Brás.
Para a demanda do Metrô, algumas linhas de ônibus têm sido prolongadas e recebem um número maior de veículos.

GREVE DE ÔNIBUS EM SALVADOR:

Quem usa transporte coletivo em Salvador, na Bahia, também enfrenta dificuldades.
Os motoristas e cobradores de ônibus estão parados e os percentuais de frota mínima de 40% durante o dia e 60% nos horários de pico não têm sido cumpridos.
Os trabalhadores pedem 13,80% de aumento salarial, sendo 5,37% de reposição inflacionária e 8% de ganho real, aproximadamente.
A população de Salvador tem se arriscado no transporte clandestino para chegarem aos locais de trabalho, estudo e outros compromissos.
Os motoristas enfrentam lentidão ainda, por volta das onze e meia da manhã, em vias como avenida Antônio Carlos Magalhães, avenida Vasco da Gama, avenida Oscar Pontes, e vias do bairro San Martins
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.

1 comentário em Greve do Metrô em São Paulo: assembléia ao meio dia

  1. Márcio Régis de Brito // 23 de Maio de 2012 às 16:09 // Responder

    Eu Márcio não entendo ,o metro é um transporte maravilhoso .Os funcionários devem ganhar mais ou menos ,e não trabalham muito .Atrapalhar os paulistanos ,para mim é crime ….!!!!

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