Ônibus em São Luís, no Maranhão. Greve prejudica cerca de 600 mil pessoas. Motoristas e cobradores não aceitaram proposta de 7% de reajuste salarial e pedem 16% de aumento.
Greve de ônibus em São Luís prejudica 600 mil pessoas
Motoristas e cobradores não aceitaram proposta do Tribunal do Trabalho de 7% de reajuste salarial
ADAMO BAZANI – CBN
A paralisação dos motoristas e cobradores de ônibus em São Luís, no Maranhão, é total e atinge 600 mil pessoas.
A greve foi decidida na sexta-feira, em assembleia da categoria, que rejeitou os 7% de aumento salarial propostos pelo Tribunal Regional do Trabalho.
Os motoristas, cobradores, fiscais e demais trabalhadores do setor de transportes reivindicam reajuste salarial de 16%, vale alimentação de R$ 450, inclusão de dependentes nos planos de saúde e odontológico e redução na jornada de trabalho.
Caso os ônibus não voltem às ruas, o Sindicato das Empresas de Transportes Coletivos de São Luís deve pagar multa de R$ 40 mil por dia, o que segundo as companhias de ônibus, trata-se de uma decisão injusta já que a greve é de responsabilidade do sindicato dos trabalhadores e forçar a categoria a voltar poderia causar indisposições e até atos de violência. As empresas devem retirar os ônibus estacionados indevidamente nas ruas pelos grevistas.
A juíza Ilka Esdra Silva Araújo, desembargadora presidente do Tribunal Regional do Trabalho do Maranhão, determinou que pelo menos 50% da frota de ônibus operem durante a greve, com previsão de multa, em caso de descumprimento de R$ 40 mil contra o Sindicato das Empresas de Transportes de São Luís (SET) e o Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário do Estado do Maranhão (SINTREMA).
Também estão proibidos atos como piquetes, manifestações que atrapalhem o trânsito ou “operação tartaruga” quando os ônibus em filas andam em baixa velocidade.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.