Terminal de ônibus em Niterói amanheceu sem nenhum veículo de transporte coletivo. Sindicato diz que 40% de frota mínima determinados pela Justiça têm sido cumpridos. Passageiros dizem que em algumas linhas, nenhum ônibus operou. Foto: Extra – O Globo – Rio de Janeiro.
Greve de Ônibus em Niterói e região segue sem previsão de fim
Sindicato dos Rodoviários diz que frota mínima tem sido cumprida, mas em algumas linhas não foram vistos os veículos previstos
ADAMO BAZANI – CBN
Chuva, trânsito caótico, vans com preços abusivos e falta de transporte público. Esta tem sido a realidade de cerca de 1,3 milhão de pessoas que dependem de transportes de massa em Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Maricá e Tanguá, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro por causa da greve de motoristas e cobradores de ônibus que iniciou na madrugada desta quinta-feira, dia 29 de março de 2012.
Há pouco, o presidente do sindicato dos rodoviários, Joaquim Miguel Soares, conversou com a CBN – Rio de Janeiro.
Ele disse que ainda não há previsão para o fim da greve e nem houve nenhuma nova contraproposta oficial por parte das empresas de ônibus.
A categoria pede reajuste salarial de 16%, aumento no valor da cesta básica de 50%, término da dupla função quando motoristas dirigem e cobram ao mesmo tempo e fim do cargo de motorista júnior, que possui um salário menor.
As empresas de ônibus ofereceram aumento salarial de 10% e de 25% no valor das cestas básicas.
Na parte da tarde, o presidente do sindicato deve convocar uma assembleia entre os trabalhadores para decidir sobre a continuidade ou não da greve.
FROTA MÍNIMA:
A Justiça determinou nesta quarta-feira que a frota mínima em serviço durante a greve fosse de 40% dos ônibus das tabelas habituais durante todo o dia e aumento de 60% na quantidade de veículos nos horários de pico. O sindicato pode ser multado em até R$ 100 mil caso a determinação não seja cumprida.
A população diz que esse percentual não está sendo seguido. Em algumas linhas, não foi visto sequer um ônibus.
O helicóptero CBN sobrevoou a região central de Niterói e a reportagem constatou uma quantidade muito pequena de ônibus.
O presidente do sindicato, Joaquim Miguel Soares, disse que a frota vai seguir esse percentual, mas que o trânsito tem prejudicado a chegada dos ônibus nos pontos.
“O excesso de carros tem prejudicado a circulação dos ônibus, eles ficam presos nos congestionamentos”, disse o sindicalista.
Terminais de ônibus, como a estação João Goulart, amanheceram sem nenhum veículo, mas muita gente esperando transporte nos entornos.
PREÇOS ABUSIVOS NAS VANS
O transporte por vans, regulares e irregulares, tem praticado preços abusivos em vários pontos de Niterói, São Gonçalo e Região.
O valor do serviço autorizado, que é de R$ 8,00 a passagem em alguns casos, tem sido até de R$ 15,00.
Vans não cadastradas e até carros de passeio também têm feito o serviço de transportes na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.
O Detro – RJ , departamento que gerencia os transportes, promete coibir as práticas abusivas e apreender veículos irregulares.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes