Londrina investe em faixas de ônibus para melhorar mobilidade urbana

ônibus Londrina

Ônibus em Londrina. Cidade apostou na implantação de faixas preferenciais para ônibus em grandes vias e o poder público diz que os resultados têm sido satisfatórios. Com baixo custo, adaptado para a demanda de passageiros e sem a necessidade de grandes intervenções no espaço urbano, o sistema oferece maior velocidade aos ônibus, o que poder tornar os transportes públicos mais atrativos e com maior conforto.

Londrina deve ganhar mais uma faixa preferencial para ônibus
A Avenida Leste – Oeste vai abrigar a quarta faixa da cidade, que pela prioridade dada aos ônibus, reduz o tempo de viagem no transporte público. Uma quinta ligação também deve ser implantada neste ano.

ADAMO BAZANI – CBN
O sistema de faixas preferenciais para ônibus tem surtido efeitos positivos para a população de Londrina, no Paraná. Pelo menos é o que garante a Prefeitura. O tempo de viagem no transporte público é reduzido o que torna os meios de locomoção de massa mais atraentes, podendo estimular algumas pessoas a deixarem o carro em casa ou, pelo menos, deixa mais confortável o dia a dia de quem se utiliza de ônibus.
Além disso, com prioridade no espaço urbano, as empresas de ônibus podem fazer mais viagens com menos veículos, já que os coletivos não ficam presos no trânsito, reduzindo assim os índices de congestionamento e poluição.
Segundo o poder público de Londrina, o sistema de faixas preferenciais tem dado tão certo que mais avenidas devem ganhar espaços para ônibus.
È o caso Avenida Leste – Oeste.
As obras para a preparação da implantação das faixas já começaram.
O espaço para ônibus nesta avenida será implantado desde a Rua Pernambuco, onde fica o Terminal Urbano, até a rotatória da Avenida Rio Branco.
A Avenida Leste – Oeste vai ganhar mais uma faixa de rolamento devido ao estreitamento de parte do canteiro.
Para que as obras não causem impactos negativos no trânsito durante a execução, haverá mudanças na estrutura viária no entorno, e o recapeamento da Avenida Saul Elkind, obra que deve durar três semanas. Só depois deste prazo é que o asfalto da Leste – Oeste, via que deve receber as faixas de ônibus, será trocado.
Londrina já possui três vias com faixas exclusivas para ônibus: avenida Professor João Cândido, Avenida Rio Branco e Avenida Duque de Caxias.
Além da Leste-Oeste, há previsão de implantação de outra faixa preferencial na Avenida Tiradentes, no trecho entre a Avenida Rio Branco e a BR- 369.
O sistema de faixas não oferece a mesma segregação de um corredor exclusivo, do tipo BRT (Bus Rapid Transit), onde o ônibus tem prioridade absoluta, mas já consegue oferecer a possibilidade de os ônibus desenvolverem velocidade maior. As vantagens principais são os baixos custos de implementação e a instalação em locais onde não há possibilidade de grandes intervenções, inclusive, que só seriam justificadas em caso de altas demandas de passageiros.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.

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Comentários

Comentários

  1. PauloZ disse:

    Caro Adamo, vamos pensar sobre alguns pontos que prefeituras e seus burocratas afirmam quando implantam alguma coisa nova em qualquer repartição estatal. Vou observar apenas o segundo parágrafo do texto.
    Quando uma pessoa falando em nome de uma prefeitura afirma que os “ônibus podem fazer mais viagens com menos veículos”, isso não chega a ser uma verdade inteira. Ora se o próprio estipulante da novidade está querendo buscar novos passageiros para os ônibus a quantidade de ônibus operando a “novidade” não pode ser suprimida drasticamente!
    Quando se fala em “prioridade no espaço urbano” (expressão na minha opinião muito vaga, mas enfim vamos lá), o ônibus não tem prioridade muito ampla nos cruzamentos (e seus sinais). Portanto os ônibus “ficam presos no trânsito”, ao contrário do que os burocratas dizem. Em relação a isso você tem que ter uma legislação como a inglesa que é draconiana na questão da invasão do cruzamento quando o sinal não lhe é favorável.
    Os “índices de congestionamento” no primeiro momento em que são implantadas faixas exclusivas para os ônibus aumentam. A quantidade de carros espremida em menor quantidade de faixas faz com que tudo piore no Trânsito se não forem adotadas medidas amplas.
    Ou seja, a implantação de medidas como faixas exclusivas para ônibus é medida que necessita muito trabalho, creio que isso é péssima notícia para burocratas e governantes. Saudações.
    P.S. A adoção do BRT é uma medida extrema que deve ser utilizada em último caso. Me parece que para o caso da cidade de S.Paulo e região metropolitana é possível se conseguir bons resultados, mas o BRT não é a panacéia que alguns acreditam. Procure consultar no mundo afora onde há BRTs com suas paredes, grades, muros etc,,,isto segrega os cidadãos igual uma linha de trem e os ingleses já descobriram há muito tempo que o Metrô funciona sem segregar populações como faz, por exemplo, o trem urbano ao nível da rua.

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