MELHORIA DE FATO NOS TRANSPORTES DO ABC? Pode esquecer por um bom tempo

Licitação da Área 5

Ônibus da EAOSA, uma das últimas colocadas no ranking de qualidade da EMTU. De acordo com o índice, o ABC é a região que tem os piores serviços intermunicipais de ônibus. Também pudera, é a única área que inconstitucionalmente opera sem contrato de concessão e que não foi licitada, o que poderia modernizar o sistema e a frota quie no ABC, tem idade média de 09 anos. Foto: Adamo Bazani

Licitação dos ônibus intermunicipais do ABC fica apenas na promessa
Secretário Jurandir Fernandes vinculou licitação à conclusão do monotrilho, previsto para 2015, mas sem garantias concretas de ser entregue nesta data

ADAMO BAZANI – CBN

A tão esperada licitação dos transportes intermunicipais por ônibus na área 5 da Região Metropolitana de São Paulo, correspondente aos sete municípios do ABC Paulista, vai ficar mesmo na promessa, só que desta vez, uma promessa ainda sem nenhuma garantia concreta de prazo.
O Secretário do Estado dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, declarou nesta semana que a licitação das linhas só deve ser feita mesmo a partir de 2015, quando provavelmente deve ser concluído o monotrilho do ABC, um veículo elétrico que vai circular sobre elevados, ligando parte dos municípios de São Bernardo do Campo, de Santo André e de São Caetano do Sul à estação Tamanduateí de trens e metrô. A obra deve custar no mínimo R$ 2,8 bilhões.
A EMTU – Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos, subordinada à secretaria ocupada por Jurandir Fernandes, tenta realizar a licitação da área 5 desde 2006, quando outras áreas da Grande São Paulo foram licitadas.
Nestas regiões, a frota de ônibus foi modernizada, as linhas atualizadas de acordo com a realidade dos passageiros e foram formados consórcios operacionais, diminuindo o caráter de loteamento das cidades pelas empresas de ônibus.
No ABC Paulista, os empresários esvaziaram as quatro tentativas da EMTU de fazer a licitação.
Eles alegam que o ABC Paulista tem características diferentes de outras regiões, como salários mais altos dos motoristas e cobradores e algumas áreas com viário ruim. A reportagem viajou de ônibus em outras regiões e constatou problemas no viário tão ruins ou equivalentes ao ABC Paulista.
Os donos de viações do ABC também temem os impactos do monotrilho e do Expresso ABC (linha da CPTM com poucas paradas que vai seguir paralela ao trajeto na linha Rio Grande das Serra – Luz – hoje por causa de obras só até o Brás).
E é justamente o monotrilho a causa alegada por Jurandir Fernandes, em reunião no Consórcio Intermunicipal do ABC, para a licitação, que melhoraria os ônibus intermunicipais, não ser realizada.
“A chegada do monotrilho vai mudar a lógica dos transportes na região do ABC. Não podermos iniciar uma licitação agora e mudar tudo depois” – disse.
Ocorre que apesar de alguns avanços, a data de 2015 para o monotrilho é apenas uma expectativa.
Na prática, datas para licitações não estão definidas, assim, portanto, também não há uma certeza sobre o início e a conclusão das obras.
Ainda sequer foi definido se o modelo de operação e construção será por uma PPP – Parceria Público Privada.
“A primeira etapa já está cumprida, com projeto funcional. Agora, o próximo passo é dar seqüência à montagem do fundo de financeiro que vai dar sustentação ao projeto” – disse Jurandir Fernandes continuou a explicar que muita coisa ainda falta para o monotrilho do ABC.
O Estudo e Relatório de Impacto Ambiental – EIA/Rima ainda está sendo providenciado.
“O EIA/Rima dá sustentação para a licença prévia. Depois, vem a licença de instalação, que vem quando já estão sendo feitos os canteiros de obra. Depois de prontos os projetos, tem a licença de operação” – explicou o secretário.

MEDIDA PALIATIVA:

Os serviços do ABC Paulista são considerados os piores da Região Metropolitana de São Paulo.
Quem diz isso é a própria EMTU. Em seu Índice de Qualidade de Transporte, IQT, que é anual, a maior parte das empresas do ABC Paulista aprece nas últimas colocações. Empresas como Rigras, de Ribeirão Pires, e Auto Viação ABC, de São Bernardo do Campo, são algumas das exceções.
A Metra que opera no ABC Paulista aparece como a empresa de maior qualidade, mas ela não faz parte da área 5, tendo uma licitação de fato, separada da área, que concedeu a ela prestar serviços com ônibus e trólebus no Corredor ABD (São Mateus – Jabaquara).
A idade média da frota do ABC é de 09 anos, bem acima dos 05 anos permitidos nas áreas licitadas como média, e próxima dos 10 anos como idade máxima das outras áreas.
Há carros com até 15 anos de uso. Não bastasse a idade da frota, há o mal estado de conservação dos veículos.
Empresas como E.A.O.S.A. e Ribeirão Pires são as últimas colocadas e que possuem a frota com os piores cuidados, quebrando constantemente.
Mas o problema não está só na frota, reside também na lógica do sistema. Há linhas (que passam muito longe do traçado do prometido monotrilho, portanto não seriam influenciadas por ele) que estão desatualizadas e outras áreas, também por onde não vai passar o veículo sobre os elevados, que há muito tempo têm carência de transportes porque cresceram e a oferta de ônibus não acompanhou.
Até o monotrilho ser definido de fato e não apenas prometido, a Secretaria do Estado dos Transportes Metropolitanos deve fazer um contrato de permissão (que é inconstitucional, já que a Constituição de 1988 determina que serviços como de transportes devem ser regidos por contratos de concessão) até a definição do monotrilho.
Esse contrato deve ser assinado no ano que vem.
“Neste documento, porém, exigiremos providências como novos veículos para as linhas” – disse Jurandir Fernandes.
Essa medida paliativa foi prometida por Fernandes para este ano, que se vai sem nenhuma providência. Será que no ano que vem dá pra confiar? Será que o sistema do ABC só precisa de frota nova? O ABC é apenas o monotrilho?
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

17 comentários em MELHORIA DE FATO NOS TRANSPORTES DO ABC? Pode esquecer por um bom tempo

  1. Este é o preço que se paga pelo ABC ser considerado uma região de alto poder aquisitivo, de renda per capta elevada, de ter um numero alto de automóveis por habitantes, de São Caetano ter um indice de qualidade de vida elevado entre outros. O Governo do Estado de São Paulo, vendo reportagens que divulgam sempre estes e outros indicativos, deve imaginar: deixa para lá, quem usa onibus lá é pouco mesmo, a maioria tem carro/moto mesmo, tem o corredor ABD, não vamos esquentar a cabeça. Afinal de contas para quem demorou mais de 20 anos para fazer aquilo que chamam de corredor na Avenida Cupece, 04 anos (2015) não é nada.

  2. Simplismente medíocre e patética essa EMTU e a Secretaria de Transportes de São Paulo. Ficam fazendo promessas de Monotrilho, VLT, Metrô e o Raio a Quatro, que não passam de devaneios destes políticos imbecis, que querem fazer elefantes brancos sem mesmo ter oferecido o básico.

    Fazer um contrato de permissão com essas malditas empresas que a anos atrasam o desenvolvimento dos transportes no ABC, além de inconstitucional é uma ofensa e uma tremenda falta de respeito com a população da região, que há anos sofre nas mãos destas empresas mal caráter, que vivem envolvidas em maracutaias, falcatruas, máfias e crimes, como a máfia da propina de Santo André e a morte do Pref. Celso Daniel.

    Quero ver o dia em que vai entrar um homem de verdade nessa secretaria de transporte, que “honre o que tem no meio das pernas” e faça a coisa acontecer como realmente deve ser. Alguém que peite estes empresários gananciosos e inescrupulosos, e licite a área para empresas que realmente querem operar o transporte, e não esfolar os passageiros.

  3. esse secretário deveria ser demitido. ele e a EMTU são os principais culpados pelo estado do transporte no ABC. O preço dessa negligência é sentido todos os dias, com ônibus velhos, alguns com cerca de 20 anos, na imigrantes, por exemplo. Até mesmo no corredor ABD, circulam ônibus que em São Paulo rodavam na época da faixa verde na lateral e que emitem muita fumaça preta (em contradição com o que chamam de corredor verde, com trólebus, híbridos, etc). Esses carros tinham que ser proibidos de rodar e exigir biarticulados no corredor, além de fiscalizar melhor as outras linhas intermunicipais. É obvio que esse monotrilho não vai ficar pronto até 2015, isso é só conversa desse secretário pau mandado do Baltazar. Adamo, a reportagem foi excelente, a revolta é contra essa situação.

  4. Ola amigos do blog …
    Estamos esquecidos e desassistidos até 2015 só ?
    Meu olha ai que triste que é o transporte no ABC , a foto que ilustra a matéria nos apresenta o padrão de ônibus de serviço seletivo do ABC , um serviço diferenciado , onde o passageiro paga um valor adicional na tarifa , para desfrutar de um ônibus que oferece maior conforto que um urbano tradicional , olha ai oque a pior empresa do ABC e do sistema EMTU pode oferecer , pelo maior valor de passagem da região.
    Vale destacar que neste ano de 2011, houve algumas melhoras , poucas mais aconteceram na região, se é que pode se dizer que progredimos, apartir do segundo semestre a Publix ,iniciou suas operações no comando das linhas da antiga Interbus e Humaitá ,onde trouxe para a região novos carros para sua linha seletiva do aeroporto,ofertando carros com tecnologia e conforto ,visando atrair novos usuários com essas vantagens , mais ainda oferece horários com intervalos longos , e pelo que estamos vendo teremos novos seletivos nas linhas da Imigrantes/Riacho , provavelmente porque algum “Seletivo” re-encarrocado dela ja tenha 20 anos e tem de ser aposentado , por isso ja chegar carro novo.
    O Transporte na nossa região é tão ruim e mal visto , que sofremos discriminação até de outras cidades por isto , uma prova e o Terminal do Sacomã , onde somos segregados e discriminados pela prefeitura de São Paulo , que demostra nitidademente que se fosse por ela os Intermunicipais do ABC , não estariam dentro do terminal municipal .
    Quem sabe um dia né veremos um transporte mais descente na região ,talves seja criada uma linha Mauá X SBC,ou uma linha partindo de Mauá , para São Mateus , ou para o VL Prudente ou metro Tamanduatei , nos dando uma opção para nossa vizinha Zona leste , que assim como SBC , nunca tivemos e precisamos, eu praticamente duvido mas quem sabe , com relação ao monotrilho, me parece muito interessante no papel e nas plavras do secretario , mas se sair do papel ja ira nascer morto , semelhante ao corredor da Cupecê .
    Pra sair fora , eu queria dizer que também concordo com o comenetário dos colegas Luis e Bruno.
    Parabens pela matéria Adamo .
    E pessoal não se esquecam que em Feveiro tem reajuste de tarifa nos sistema EMTU.

  5. Isso é um tapa na cara de todos os moradores do ABC, as ruas das cidades da região não comportam mais o número de carros circulando, dai vem uma pergunta: como atrair uma pessoa que utiliza carro para o transporte público se as autoridades não istimulam essa mudança de habito????
    Triste em saber que continuaremos a sofrer diariamente por causa do péssimo serviço prestado.
    Talvez a única cidade que futuramente tenha alguma mudança antes da cehgada do monotrilho será Mauá, com a construção do novo terminal e racionalização das linhas intermunicipais, talvez.
    Parabéns pela Matéria Adamo.

  6. Boa abordagem, Ádamo

    Realmente é difícil aceitar que não seja possível fazer planejamento só porque monotrilho e Expresso ABC não estão prontos. É mais fácil acreditar que com os metroferroviários prontos aumenta muito o poder de fogo do governo contra as Cias. de ônibus, que aí não têm outra saída senão negociar redefinição de rotas. E mesmo assim sobram exemplos de rotas descabidas que se perpetuam na RMSP e até mesmo são criadas repetindo Metrô..

    Se já há projeto funcional de monotrilho e Expresso ABC, BRTs REAIS, estações de integração e pátios de estacionamento de carros poderiam estar em andamento. Para iniciar operação de novas linhas sim, precisaria de coordenação mais pontual.

    Agora, dizerem que o transporte público do ABC é pior que o de Cotia/Embu/Raposo Tavares?! Fala sério…

  7. Cleber Alves de Lima // 8 de dezembro de 2011 às 12:15 // Responder

    É falta de responsabilidade da SMT e EMTU deixar a coisa como tá, pelo menos, espero que façam um contrato provisório com exigências mínimas que já fariam grande diferença, senão simplesmente ela está deixando o campo livre para a sem-vergonhice do Sr Baltazar e CIA. Essa EMTU está nos deixando na mão, sendo que deveria ser nosso respaldo na cobrança de reclamações e denúncias, veja só: quando uma empresa quer melhorar o serviço, é a EMTU quem trava, exemplo disso é o que está acontecendo agora, pois a Mobibrasil do grupo Metropolitana que comprou a Imigrantes já está com os ônibus novinhos e seminovos pintados, todos prontos para rodar, mas a EMTU não quer liberar tão cedo, deixando os passageiros sofrendo com os onibus velhos quebrando a toda hora, não consigo acreditar nisso!

  8. É lamentável que o ABC sobretudo os usuários de ônibus tenham que suportar essas condições, digo a omissão da EMTU em relação á frota de algumas empresas da região leia-se empresas do Baltazar além é claro da não licitação e pra piorar agora vem o próprio governo do estado através da secretaria dos transportes com esse engodo chamado monotrilho, engodo porque esses caras tem pretensões politicas de permanecer no poder do Estado de São por mais anos e vão ficar enganando a população em busca de votos, sempre digo em meus comentários que esse sistema chamado monotrilho só funciona na Disney e olhe lá, até 2015 salvo algumas excessões descritas na matéria renovação de frota somente com usados do Rio de Janeiro e da SBCtrans, ou por iniciativas de empresas como as do grupo Setti & Braga que de fato invesatem no negócio. Não resido no ABC, mas me solidarizo com as pessoas de lá, assim como conheço de perto a “a qualidade Baltazar” em transporte coletivo e afirmo ninguém merece. Ja passou da hora de uma intervenção do ministério público, com cedrteza descobrirão fossas inteiras de tão podre, e em relação ao secretário e ao presidente da EMTU concordo que devem ser demitidos. Forte abraço.

    • Roberto
      Será que vale a pena demonizar monotrilhos? Os Hitachi no Japão que operam há décadas têm arquitetura de vias antiquada, mas atendem sim, fluxos regulares que se enquadram em média para alta demanda. Scomi e Bombardier oferecem o mesmo com grande evolução técnica e alta flexibilidade, montados em vias elevadas bastante menos invasivas.

      Quanto à Secretaria de Transportes, também acho que deveria enfrentar mais diretamente a fundamental questão das linhas de ônibus.

      • Luiz não se trata de demonizar os monotrilhos, mas sim colocar os pés no chão em relação aos sistemas de transportes que temos no Brasil, ou seja, ocorre de fato uma não integração dos modais, há necessidade imediata de se melhorar o que temos no ABC no que se refere aos ônibus e empresas que lá atuam, além disso existe um ramal da CPTM que se melhor adequado pode dar conta de atender a demanda, o problema é que simplesmente nada fazem no que já existe e já falam num projeto que nem planejado está, não bastasse isto não há de um consulta popular para saber o que seria melhor “Vamos fazer e pronto”, me faz lembrar a campanha eleitoral que tinha o famigerado “Fura Fila” como vitrine, deu no que deu. E falar do Japão ou mesmo comparar as realidades não dá, pois o sistema ferroviário daquele país é um dos melhores do mundo, porém ele é bom para os japoneses de lá. Aqui simplesmente sucatearam a malha ferroviária nacional e outra questão é que quem paga somos nós.

      • Olá Roberto, desculpe não ter visto sua resposta
        Meu ponto não é comparar com o Japão; apenas colocar monotrilhos como modais viáveis e eficientes, o que nunca foi o caso do fura fila.
        A linha expressa paralela à CPTM 10 seria promessa mantida.

        Mas o principal é a não-integração que nunca é resolvida, no que assino embaixo da sua opinião. Os novos recursos precisariam ter terminais de integração com ônibus nos editais e o governo/prefeituras teriam que redistribuir as rotas a partir deles. Parece que a primerira parte – por exemplo – aconteceu na Metro 4; a segunda segue emperrada.

        Agora, com consulta pública ou não, os fluxos principais ao ABC não conseguiriam ser atendidso apenas com ônibus. BRTs precisam sair da CPTM 10, da ferrovia expressa paralela e do monotrilho e não da capital ao ABC.

  9. Obrigado pessoal.
    Falo agora como usuário e não como jornalista (o jornalista está no texto, o usuário aqui no comentário) EU TENHO VERGONHA DOS TRANSPORTES DO ABC PAULISTA, os intermunicipais.

    Pagamos caro para andar em veóculos mal conservasdos e ficarmos horas em pé.

    As empresas parecem mesmo lotear a região e fica a pergunta.

    SE O MONOTRILHIO É TÃO BEM PLANEJADO, ENTÃO JÁ SE SABERIA O IMPACTO SOBRE O SISTEMA DE TRANSPORTES. DARIA PARA FAZER A LICITAÇÃO SIM E CUMPORIA CONSTITUIÇÃO. Mas percebam, vão fazer o monotrilho e DEPOIS VEREM O IMPACTO?

    Quer dizer, vamos fazer algo que politicamente dá voto, depois a gente vê no que vai dar??????

    E mais, o monotriulhio vai atender uma parte do ABC. e as outras que não terão influência nenhuma dele? Vão continuar com os péssimos serviços?

    Veja o quão político é o Monotrilho. Só se pensa em transportes na região falando dele!

    Mas e as demas áreas do ABC? Precisam de serviços modernos de ônibus.

    Não estpou me colocando contra ou a favor de monotrilho, já que quando coloco alguma matéria sobre o tema, nornaçlmente sou “espancado” por fanáticos de comunidades e grupos de ferrofanáticos.

    MAS GENTE, A QUESTÃO É MUITO MAIS QUE ESSA. SE O MONOTRILHO É TÃO BEM PLANEJADO, JÁ SE SABERIA O IMPACTO DELE.

    Ou não é tão planejado assim?

    • Ádamo
      Concordo com o forte víés político da (falta de) atitude com os ônibus.
      E o impacto deve ser bem sabido sim, inclusive o risco de superação forte das estimativas de curto e médio prazo, como ocorreu com a Metrô 4 Amarela. A demanda reprimida deverá “pular de cabeça” no novo modal primeiro, para só depois cada usuário avaliar sua melhor opção pessoal de mobilidade.
      Como “entusiasta” de – bons – trilhos, centrais ou paralelos me permita um “tapinha que não dói” (kkkkkkkk……): nestas horas vale mais a pena falar em capacidades e recursos operacionais, do modal e das estações. E de algo que julgo IMPORTANTÍSSIMO: onde, como, quando e que recursos, tamanho e capacidade terão as ESTAÇÕES DE INTEGRAÇÃO. Seria muito ruim acontecer algo como os Terminais de Ônibus pessimamente resolvidos das Metrô 4 Pinheiros e Butantã.

  10. Olha Ádamo. Na minha opinião tá na hora do MP entrar na história, pois não é possível que a Constituição Federal e as leis federais de Direito Administrativo como a 8.666/1993 sejam aviltadas com esse “empurra com a barriga” que já dura mais de 5 anos.

    Além disso será que a frota do ABC vai ser a mesma até 2015? Já pensou carros a diesel com 27 anos???

    Abraço a todos!!!

  11. Concordo com o Adamo e o Rafael. Essa foi a desculpa mais esfarrapada que a EMTU e o Sr. Jurandir deram para a COVARDIA deles em enfrentar esses verdadeiros bandidos que temos como empresários aqui no ABC. Realmente, se este VLT é tudo isso que eles falam, porque não há um planejamento que inclua seu impacto na área.

    A licitação é uma determinação da constituição, é LEI e não pode simplesmente ser ignorada! O Ministério Público precisa entrar no caso e impedir essa abuso. Aliás, já que é pra avacalhar, porque este contrato não pode ser feito com qualquer outra empresa que também tenha condições técnicas, como Benfica, Mobibrasil e Leblon, que não operam linhas da EMTU mas já comprovaram sua qualidade?! Aproveitem a deixa e eliminem estas pseudo-empresas!

    Temos que iniciar uma campanha contra esta vergonha! FORA JURANDIR FERNANDES! FORA BALTAZAR! FORA EAOSA, RIBEIRÃO PIRES, RELAXO GRANDE, IRRITANTES, SÃO CAMELO e toda essa corja!

    REVOLTADO!!!!!

  12. É justo, lícito e importante que o MP aja sim, desde que não seja:
    – Para embargar o monotrilho, que não é responsável pela bagunça dos ônibus.
    – Para exigir que se resolva ANTES todas as mazelas e reivindicações dos ônibus para só DEPOIS dar andamento no monotrilho.

    Outro “caso Metrô Lilás” não!

  13. Sérgio - Santo André // 9 de dezembro de 2011 às 18:12 // Responder

    Uma decisão dessa por parte de um Secretário de Estado mostra realmente que o transporte intermunicipal do ABC está jogado às moscas. Que deveria ser a “tábua de salvação”, acaba simplesmente virando as costas. Pois é a AETC/ABC realmente é poderosa, não acham ??? Desde 2006 se tenta fazer uma licitação e não se consegue, é de se estranhar muito. Parabéns Secretário, nos passageiros do ABC, estamos muito bem assessorados por Vossa Senhoria e pela gloriosa EMTU. Será que se isso ocorresse em outras regiões do país (Rio de Janeiro), ficaria por isso mesmo ??? Acho que devemos começar a pensar em “fretamento” não é mesmo ???

Deixe uma resposta

%d blogueiros gostam disto: