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VIAÇÃO CIDADE DE CASTRO: FRAUDE E CORRUPÇÃO FAZEM PASSAGEM FICAR MAIS CARA

Ônibus da Viação Cidade de Castro ,em Castro, no Paraná. Ministério Público identificou suposto esquema de adulteração de catraca para elevação no valor das tarifas de ônibus. A empresa apresentava na planilha de custos um número menor de passageiros que a quantidade real transportada. Como o cálculo da tarifa se baseia na relação entre quilometragem, quantidade de frota e número de passageiros, quanto menos passageiros, maiores são os custos e assim, maior o valor da tarifa. Por mês eram omitidos cerca de 18 mil passageiros. Tarifa que é de R$ 2,30 poderia ser de R$ 2,18, de acordo com o Ministério Público. A empresa também é suspeita de pagar propina para a prefeitura em troca de benéficos.

Fraude deixa passagens de ônibus mais caras no Paraná, diz Ministério Público

Viação Cidade deCcastro adulteraria catracas para diminuir o número real de passageiros e aumentar o valor da tarifa. Empresa é suspeita de pagar propina para receber benefícios da Prefeitura

ADAMO BAZANI – CBN

Uma fraude no número de passageiros transportados pela Viação Cidade de Casto, em Castro, no Paraná, e um suposto esquema de corrupção entre a empresa e o prefeito Moacyr Fadel deixaram a passagem de ônibus no município pelo menos 18% mais cara.
O valor que hoje é de R$ 2,30 poderia ser de R$ 2,18.
A conclusão é do promotor Paulo Conforto, do Ministério Público.
De acordo com as investigações, desde 2004, funcionários da empresa adulteravam as catracas para que o número de passageiros fosse menor do que realmente transportado.
Além de a empresa não ter de prestar nenhuma satisfação ou se responsabilizar por nenhum encargo pelas passagens não contabilizadas, ela conseguia fazer planilhas com dados de demanda que pressionavam um aumento maior nas tarifas.
A composição tarifária leva em consideração a razão entre frota, quilometragem percorrida e número de passageiros. Quanto menor for a quantidade de passageiros transportados, em tese maiores, são os custos do sistema e a tarifa deve ser maior para cobrir a diferença.
Ocorre que em Castro, segundo o Ministério Público, a quantidade real transportada é maior do que a declarada na planilha para o cálculo das tarifas.
O Ministério Público se baseou em depoimentos de funcionários da Viação Cidade de Castro que admitiram a fraude.
Um ex funcionário, Fabiano Rodrigues, confessou que era responsável pelo suposto esquema.
Além disso, o Ministério Público obteve uma série de anotações que comprovariam a fraude. Do lado esquerdo, apareciam os prefixos dos ônibus. Na frente destes números, a quantidade de passageiros que seria reduzia nos ônibus.
Fabiano disse que eram subtraídos poucos passageiros por carro e por vez para que o esquema não levantasse suspeita.
O pai de Fabiano filmou o prefeito recebendo dinheiro supostamente de propina dentro da garagem da Viação Cidade de Castro.
O Ministério Público estima que por mês eram declarados 18 mil passageiros a menos que os realmente transportados.
A Viação Cidade de Castro não se pronunciou oficialmente sobre as denúncias. A frota é de cerca de 30 ônibus e a empresa opera desde 1989.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

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