MATÉRIA ESPECIAL: 1 ano de Leblon Mauá. Para mudar transportes é necessário ter coragem contra MONOPÓLIOS RUINS

Grupo Leblon Transporte/caption]

Um ano de Leblon em Mauá: mudanças e qualidade de vida para a cidade
Entrada da empresa na cidade representou uma nova forma de transportar
pessoas, até então inédita em Mauá
ADAMO BAZANI – CBN

Mudar um sistema de transportes é uma tarefa muito difícil, apesar de as soluções serem lógicas e até óbvias: integrações bem planejadas que são economicamente viáveis, prioridades aos meios públicos (sem até a necessidade de grandes obras) e até mesmo a exigência, por contratos de concessão regidos por lei, como determina a Constituição, de uma postura mais responsável por parte das empresas operadoras são ações básicas em prol de um transporte de qualidade e que independem de recursos estratosféricos.
A dificuldade está na quebra de situações que nem sempre beneficiam a população, mas que mantém os interesses de uma determinada classe social ou mesmo de grupos econômicos.

A Leblon foi a primeira empresa da Grande São Paulo a começara a operar com todos os ônibus acessíveis, dotados de equipamentos para portadores de necessidades especiais. Foto: Adamo Bazani

Leblon Transporte

Leblon Transporte de Passageiros não trouxe apenas uma rota integralmente zero quilômetro para Mauá, mas um novo conceito e novas atitudes de transportar e servir pessoas. Foto: Adamo Bazani

No caso das políticas públicas, privilegiar os transportes coletivos significa mudar a mentalidade de quem está no poder público. Normalmente, algumas ações não são tomadas pelo fato de muitos que estão no poder terem suas campanhas e atuações financiadas por uma classe social que quer manter seu status e sua posição na sociedade. Para elas, o transporte público pouco interessa, apesar de serem prejudicadas pelo trânsito também, gerado pelo excesso de veículos, que poderia ser revertido com a prioridade aos meios coletivos. Mas esta classe financiadora das campanhas não tem essa consciência e não quer se sujeitar a se misturar às classes que dependem de transportes, seja da simples lotação ao mais moderno metrô. Um exemplo clássico foi a luta de alguns moderadores de Higienópolis, bairro nobre da Capital Paulista, contra o metrô no local.
Quando a mudança de transportes mexe com grupos econômicos, como construtoras, comerciantes de grandes redes, fornecedores de veículos e tecnologias e empresários de ônibus que não querem se atualizar, o que é dificuldade se torna guerra. MAS SE BEM TRAVADA, ela vale a pena.
Foi o que ocorreu em Mauá, na Grande São Paulo.
A cidade possui 417 mil habitantes e uma demanda diária de passageiros de 128 mil pessoas por dia, que são atendidas por duas empresas diferentes: Viação Cidade de Mauá, de Baltazar José de Souza, e Leblon Transporte, de Haroldo Isaak.
Apesar de a cidade ainda enfrentar vários problemas, atrasos por conta de trânsito, lotação em horários de pico e rotas que precisam ser melhor elaboradas, de um ano para cá, houve evoluções significativas nos serviços.
A principal explicação disso está, no caso de Mauá, na QUEBRA DE MONOPÓLIO.
Neste domingo, dia 06 de novembro de 2011, faz um ano que a Leblon assumiu 18 linhas de ônibus de todo o lote 02 da de Mauá.
De lá para cá, os passageiros tiveram várias evoluções: a Leblon entrou com todos os ônibus 100% acessíveis e 0 km, com novo conceito de transportes, adquirido pela experiência nos transportes de Curitiba e Região Metropolitana, considerados modelos mundiais, mais organização operacional e treinamento para que os funcionários atendam de maneira adequada como o passageiro merece. As capacitações ministradas pelos responsáveis pela Leblon mostravam que o cidadão não é um mero passageiro, ele é um cliente. E o conceito de cliente envolve relação, o passageiro passa, o cliente volta, está no dia a dia da empresa. Então, é importante interagir com o cliente, sendo educado, respeitoso e paciente.

UMA VERDADEIRA LUTA:

Leblon Transporte

A Leblon Transporte de Passageiros é ciente da necessidade de hoje haver ações para um mundo melhor amanhã. Por isso se preocupa com o meio ambiente. Além de tratar toda água de lavação dos ônibus recicla todo o material possível de ser reaproveitado gerado na operação e na manutenção. Foto: Adamo Bazani

Mas toda a quebra de monopólio provoca abalos numa estrutura já acostumada a exercer domínio sem ser cobrada devida.
E quando esta estrutura é abalada, ela, antes de ruir (ou não), reage. E aí, é necessário ter disposição.
Desde 1984, os transportes municipais em Mauá eram operados única e exclusivamente pelo empresário Baltazar José de Souza.
Mineiro, Baltazar é um dos pioneiros de transportes na região de Patos de Minas e em várias cidades do Centro – Oeste do País. Ele, por uma paixão pelos transportes, não poupou esforços para conquistar seus sonhos. Dirigiu, cobrou e fez serviços de mecânica em seus próprios ônibus, enfrentou estradas de barro e ajudou abrir vários caminhos.
Com o passar do tempo, se encontrou com o empresário Constantino de Oliveira. Outro pioneiro que do trabalho fez um império nos transportes, com diversas empresas de ônibus até fundar a Gol Linhas Aéreas Inteligentes, que faz parte da fase de popularização da aviação no Brasil.
Mas tais empresários viram e se envolveram em algumas situações e oportunidades que nem sempre denotavam o lado honesto da missão de transportar pessoas.
Muitas destas situações e oportunidades geradas pela elevação de suas influências políticas e poder econômico.
Casos de suspeitas de pagamento de propinas e compra de funcionários públicos, remarcação de chassis e problemas adulteração em frotas e documentações de ônibus, não pagamento de impostos e direitos trabalhistas, desvios de recursos, sucateamento de empresas, mudanças de razões sociais para se esquivar das responsabilidades e má prestação de serviços eram fatos que começaram a aparecer na trajetória destes empresários.
Os transportes municipais de Mauá eram considerados um dos piores da Grande São Paulo.
A cidade tinha duas empresas: Viação Barão de Mauá e Viação Januária. Mas ambas pertenciam ao mesmo dono, Baltazar José de Sousa.
Os ônibus, velhos, sequer tinham documentação em dia, em vários casos. As linhas tinham poucos veículos. Os motoristas eram considerados despreparados e seria hipocrisia negar a verdade de que muitos deles andavam armados.
As pessoas tinham medo de alguns motoristas da Barão e da Januária, outro fato que é hipocrisia dizer que não existiu.
Quando foi aberto certame para licitar os serviços de transportes municipais, por determinação da lei, ainda na gestão de Leonel Damo, em 2008, tudo estava certo para o monopólio e a situação se manterem.
Seria uma licitação marcada. A Barão de Mauá não poderia mais participar, porque estava envolta em débitos fiscais, trabalhistas, com fornecedores e com a Justiça. Então foi usada a razão social da Viação Cidade de Mauá, preparada para isso: uma nova empresa, com o nome limpo no papel, mas com o mesmo dono, mesma garagem, mesmos funcionários e claro, os mesmos ônibus. Ela iria para o Lote 01, e, realmente, foi.
No lote 02 participaram TransMauá e Estrela de Mauá, empresas criadas só para participarem de licitação, que também eram de Baltazar José de Sousa. Independentemente de quem ganhasse, TransMauá ou Estrela de Mauá, na prática, quem ficaria seria a Viação Januária, mas com nome novo…os carros, funcionários, garagens, etc, os mesmos de sempre.
Mas aí apareceu a “tal Leblon”.
Se Baltazar e Constantino são considerados pioneiros nos transportes, Alfredo Willy Isaak, fundador da Leblon (hoje administrada pelos filhos Haroldo e Ronaldo) também pode ter a mesma designação. Ele começou nos anos de 1950 a transportar cargas e depois pessoas no Sul do Paraná. Também levou desenvolvimento às regiões onde começou a operar e também dirigiu, cobrou passagens e consertou os próprios ônibus.
A Leblon, com sede em Fazenda Rio Grande, colada a Curitiba, faz parte da RIT (Rede Integrada de Transportes de Curitiba), com ônibus ligeirinhos (expressos) e operação em corredores do tipo BRT – Bus Rapid Transit, num sistema que é considerado um exemplo de transportes para o mundo.
Ela entrou na licitação para o Lote 02 e ganhou. Em 2008, mas só começou a operar em novembro de 2010.
Isso porque foram dois anos de lutas judiciais. O sucesso de Leonel Damo à frente da Prefeitura, Oswaldo Dias e o secretário de mobilidade urbana, Renato Moreira dos Santos, tinham um grande desafio pela frente: seguir a lei dando a operação a quem venceu a licitação ou não mexer no vespeiro do monopólio.
O entrave jurídico era até esperado. Afinal, todo grupo empresarial tem o direito de ir à Justiça.
Mas as idas e vindas na Justiça, ora favoráveis a Baltazar, ora favoráveis aos Isaak, atrasaram as mudanças esperadas para os transportes em Mauá.
A guerra, no entanto, não ficou na esfera jurídica.
Teve ações baixas.
Uma delas pela imprensa. O maior jornal do ABC, o Diário do Grande ABC, de propriedade do empresário de ônibus Ronan Maria Pinto, parente e sócio de Baltazar José de Sousa, deixou de lado a postura jornalística e começou a fazer uma campanha anti-Leblon.
Qualquer derrota da Leblon, mesmo que provisória, era alardeada em primeira página. Mas quando a Leblon ganhava na Justiça, o destaque era quase ou completamente nulo.

Isso sem contra com informações distorcidas, como o fato de “a gravidade de os ônibus da Leblon ainda não terem validadores de carão eletrônico de passagens”, mesmo sem a empresa ainda ter começado as operações.
Claro, tudo era válido para manter a situação de monopólio. Baltazar a esta altura, por causa de problemas operacionais e com a Justiça, tinha perdido muito terreno em todo o Brasil: Manaus, Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo, cidades mineiras, etc, praticamente expulsaram Baltazar das operações.
Mas o reduto do empresário, Mauá, não poderia ser violado.
Brincar com o emocional dos funcionários também foi uma das estratégias. O edital exigia que os motoristas, cobradores, mecânicos, fiscais, etc, da Januária fossem absorvidos pela Leblon.
Mas com a onda de boatarias, em terminais, sindicatos (por um bom tempo, o Chicão, presidente do sindicato dos rodoviários do ABC foi aliado de Baltazar), garagens e no Diário do Grande ABC, de que a Leblon era causa perdida, os funcionários da Januária temiam deixar a empresa e irem para a nova.
Foi realizado até um churrasco dentro da garagem da Viação Cidade de Mauá e EAOSA – Empresa Auto Ônibus Santo André (intermunicipal da não licitada, pelo menos até novembro de 2011, área 5 da EMTU). Era para comemorar a derrota definitiva da Leblon, que nunca ocorreu de verdade.
No outro lado, dentro da garagem da Leblon, o clima era tenso.
Os funcionários, a maioria do Paraná na área administrativa, tinham de correr contra o tempo, mas sem ter nenhuma certeza do que de fato poderia acontecer.
A tensão tinha motivo: além de a briga na Justiça, da manipulação de motoristas e cobradores e das notícias tendenciosas do Diário do Grande ABC, o jogo ficou mais sujo.
Ameaças de morte à diretoria eram constantes. Pelo telefone e cartas com imagens de crianças degoladas com o conteúdo dizendo que se a Leblon entrasse em operação, o mesmo que ocorreu com as crianças da foto aconteceria com os filhos de um dos donos.
As vias de fato aconteceram quando uma bomba caseira foi explodida na casa do Secretário de Mobilidade Urbana, Renato Moreira dos Santos.
No Diário do Grande ABC, uma linha sequer.
Todo esse processo só era noticiado pelo BLOG PONTO DE ÔNIBUS, em detalhes.
Um dia antes de a Leblon operar, 05 de novembro, ninguém de verdade sabia se os ônibus iriam às ruas. Isso porque não havia sido julgado um recurso contra uma decisão que impediria a Leblon de circular. Mesmo assim, a Prefeitura já tinha anunciado o dia 06 de novembro como data para a entrada da empresa paranaense.
O dia 05 passava e nada de o juiz dar a decisão. Era uma sexta-feira, muito tensa.
No final da tarde, o caso parecia perdido com chances de ser analisado só na segunda-feira, dia 08 de novembro, dois dias depois do anunciado pela Prefeitura.
Oswaldo Dias, prefeito de Mauá, havia declarado que se a empresa nova não entrasse, ele poderia até renunciar.
Prato cheio para Baltazar, Diário do Grande ABC e Ronan que possuem mais afinidade com a família Damo, do antigo prefeito, algo que também é hipocrisia negar.
A tarde terminava e a causa era dada como incerta. Uma espécie de mutirão foi formado para telefonar para mais de 180 motoristas e cobradores já contratados e treinados para não irem aos seus serviços. A empresa não operaria. Mas no finalzinho do expediente jurídico, o magistrado que analisava a causa reconheceu a vitória da Leblon e determinou que os ônibus fossem pela primeira vez às ruas.
Todos na garagem da Leblon, um pátio anexo ao terreno da Igreja Agua Viva, evangélica, começaram a chorar e se abraçaram.
A alegria deu lugar a preocupação em instantes. A correria para deixar tudo em ordem e o medo das ameaças que aumentaram ainda mais.
Nas ruas, tantos ônibus como viaturas de polícia civil, militar e da Guarda Municipal de Mauá.
Apesar do medo, tudo tranqüilo.
O primeiro ônibus da Leblon que entrou no Terminal Central de Mauá, às 03h50 da madrugada, foi aplaudido.
As especulações sobre a saída da Leblon continuavam e os trabalhos da empresa sempre sofriam algum tipo de retaliação. Por exemplo, até um mês atrás.
A AETC/ABC, Associação das Empresas de Transportes Coletivos do ABC, não fornecia crachás para os funcionários da Leblon terem o direito garantido de viajarem gratuitamente nos ônibus das outras companhias. A AETC/ABC era presidida por Baltazar José de Sousa.
Foram vários pedidos à entidade, mas o crachá só foi expedido mesmo, quando Baltazar saiu da presidência e assumiu José Romano Neto, da família Setti & Braga, centenária nos transportes do ABC e que sempre se manteve limpa diante das polêmicas do setor da região, inclusive no episódio de suposta arrecadação de propina das empresas de ônibus para o PT nacional, na gestão de Celso Daniel, o que teria motivado o assassinato do prefeito em janeiro de 2002, de acordo com investigações do Ministério Público.

Leblon Transporte

Um conceito de operação moderno, com o uso de tecnologias como monitoramento por GPS e ferramentas de informática, com a atuação de profissionais capacitados, não apenas atendem às exigências do edital da cidade, como também agrega inovações aos transportes de Mauá para que eles sejam prestados de forma mais precisa possível. Foto: Adamo Bazani

Muita coisa a melhorar, mas benefícios inegáveis, como frota nova, motoristas e cobradores mais capacitados e educados, ônibus acessíveis, novas formas de operação com linhas expressas que poupam tempo dos passageiros, sistema tronco alimentador, que ajuda no trânsito, no combate à poluição e melhor aproveitamento da frota e mais oferta nos bairros, bilhetagem eletrônica….tudo isso é uma prova de que vale sim a pena lutar contra monopólios para melhorar os transportes, melhorando, acima de tudo, a vida das pessoas.
Os transportes no município de Mauá registram mudanças significativas para o benefício da população.
O marco destas mudanças foi exatamente num sábado, dia 06 de novembro de
2010, quando o Grupo Leblon Transporte de Passageiros começou a operar na
cidade, numa madrugada chuvosa.
A primeira destas transformações no setor de mobilidade foi a possibilidade
de o passageiro poder comparar os serviços prestados na cidade.
Há cerca de 30 anos, os transportes em Mauá eram operados por um grupo
empresarial apenas, o dificultava o atendimento das reclamações dos
passageiros e também o relacionamento com o poder público.
A partir de 06 de novembro, Mauá recebeu novos parâmetros de operação e
relação com os passageiros.
Entrava na cidade neste dia, após muitas lutas, uma empresa com uma nova
visão, mais moderna e humana, cujo Grupo possui reconhecimentos, como estar
entre os finalistas de um dos mais respeitados prêmios de qualidade do
País, o da ANTP- Associação Nacional de Transportes Públicos, e várias certificações de qualidade, respeito ao meio ambiente e segurança no trabalho, como ISO 9001, ISO 14001 e OSHAS 18001.

NOVA RELAÇÃO COM PASSAGEIRO:

Os motoristas, cobradores e demais funcionários do Grupo Leblon são
capacitados não apenas para operarem um veículo, mas para atenderem
pessoas. Isso porque a Leblon tem a consciência de que o transporte é uma
atividade voltada para as pessoas, por isso, a humanização no atendimento é
fundamental. Tanto é que os funcionários são orientados a tratarem as
pessoas como clientes e não apenas como passageiros. O passageiro, como diz
o nome, passa. O cliente está no dia a dia da empresa, se relaciona com
ela.
Assim, logo nos primeiros dias de operação da Leblon, os clientes
perceberam a mudança no atendimento por parte dos colaboradores da Leblon.

NOVA FORMA DE OPERAÇÃO:

Leblon Transporte

Pensar no ser humano e servir não à passageiros apenas, mas à pessoas, à clientes. Para a Leblon, os seus funcionários precisam se relacionar com a comunidade e a população também com a empresa. Para isso, a Leblon oferece cursos de capacitação e palestras motivacionais para seu quadro de colaboradores. Foto: Adamo Bazani

A operação dos transportes em Mauá também foi alvo de mudanças. Na cidade,
a empresa trazia a experiência de anos de operação no sistema de Curitiba,
referência mundial em transportes, mas adaptando essa experiência para a
realidade de Mauá. Tabelas de horários mais organizadas, acompanhamento dos
serviços por GPS (atendendo ao edital de licitação, com possibilidade de
consulta do passageiro pela internet), sistema tronco-alimentador no
Terminal do Zaíra que aproveita melhor a frota e ajuda na diminuição do
trânsito e a primeira linha expressa (de terminal a terminal) de todo o
ABC Paulista foram algumas das inovações na forma de operação.

FROTA TOTALMENTE ACESSÍVEL:

A Leblon Mauá inovou também com seus ônibus. Foi a primeira empresa no ABC
Paulista a ter 100% da frota acessível, com elevadores para cadeira de
rodas, espaço interno para cão guia e cadeira de rodas, balaústres em
relevo para portadores de limitações visuais e poltronas para deficientes
físicos, idosos, obesos e gestantes.
Todos os 86 ônibus que a Leblon colocou em operação em novembro do ano
passado foram trazidos zero quilômetro. Os veículos seguem os mais
rigorosos e modernos padrões de conforto e segurança, com saídas de
emergência de fácil manuseio e motores eletrônicos, que representam menos
emissão de poluentes.
Prova disso é que a frota da empresa teve 100% de aprovação no Programa
Despoluir, de âmbito nacional, sendo a primeira empresa do ABC Paulista a
conquistar este êxito.

MUDANÇAS AINDA VIRÃO:

O Grupo Leblon é consciente de que a cidade não para e que as mudanças são
necessárias.
A empresa sabe que melhorias são necessárias e trabalha para o
aperfeiçoamento dos serviços.
Por isso, conta com sua participação afinal, este mês de novembro não
significa apenas o aniversário de uma empresa, mas o primeiro ano de uma
parceria de muitos outros que virão por aí.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.

FESTA REVELA QUE RELACIONAMENTO ENTRE EMPRESAS E FUNCIONÁRIOS DEVE SER BASEAR ALÉM DE EM OBRIGAÇÕES CONTRATUAIS, NA CONFIANÇA, PARCERIA E GRATIDÃO:

Funcionários do Grupo Leblon ganharamfesta especial para comemorar um ano de luta mas de conquistas que a empresacompletou em Mauá. Foto: Adamo Bazani

Funcionários do Grupo Leblon ganharamfesta especial para comemorar um ano de luta mas de conquistas que a empresacompletou em Mauá. Foto: Adamo Bazani

A integração entrefuncionários e empresa é uma das chaves para um serviço bem realizado

Trabalhadores desempenhamsuas funções com mais gosto e empresa ganha em produtividade. Em aniversário,Leblon reconhece o valor dos funcionários

ADAMO BAZANI – CBN

Muito maisque cumprir normas contratuais, o relacionamento entre empresas e funcionáriosdeve se basear em parceria.

A empresaoferece as melhores condições possíveis aos colaboradores e estes desempenham suasfunções com o máximo que podem dar não só à uma companhia, mas acima de tudo àcomunidade que servem.

Esta é umadas chaves para a boa prestação de serviços no setor de transportes. Muito maisque tecnologias, que na atualidade sãoimportantes, a humanização é indispensável para a qualidade do atendimento nostransportes.

E além detreinamento, o trabalho humanizado vem pelo bom relacionamento entre empresa efuncionário.

Esse bomrelacionamento envolve vários sentimentos, entre eles, o da gratidão de ambasas partes.

E foi movidapela gratidão que a Leblon de Mauá, que completou neste domingo, dia 06 denovembro, um ano de operação na cidade do ABC Paulista, decidiu inovar edemonstrar um pouco deste sentimento realizando uma festa para oscolaboradores. Algo simples, mas com significado, como devem ser as coisas navida, pois nem sempre as respostas estão nas complexidades e sofisticações.

1 ano Leblon mauá

Momento foi oportunidade de demonstrar gratidão mútuo, de empresas parafuncionários e de funcionários para empresa. Também foi uma chance paraconfraternização e maior interação entre os trabalhadores e empresa. Foto: AdamoBazani.

Para aLeblon entrar em operação na cidade de Mauá, foram mais de dois anos de muitaslutas, desde jurídicas até ter de combater boatos e não se acovardar diante deameaças.

E essa lutanão seria possível de ser vencida se não fosse o suor e a dedicação de inúmerosfuncionários, desde os cargos mais simples até aos d direção.

Muitoscomeçaram na empresa antes mesmo de os ônibus rodarem, mas permaneceram por diase meses, apesar de em muitos momentos parecer que a companhia não conseguirianunca prestar serviços em Mauá.

1 ano Leblon mauá

Isaurade Oliveira Pereira é uma das funcionárias do Grupo que se arriscou e começou atrabalhar na Leblon antes mesmo da operação nas ruas. Ela começou na área delimpeza dentro da garagem. Se dedicou conseguiu uma vaga de cobradora> Foto:Adamo Bazani

Na sala da Leblon,no Terminal Central de Mauá, foram oferecidas duas festas: uma às 8h00 para opessoal da manhã e outra às 16h00 para os funcionários dos turnos da tarde e denoite.

Um bolo,refrigerantes, balões com as cores da empresa (cinza e azul) , mas acima detudo várias pessoas que se sentiam participantes do que a empresa e a populaçãode Mauá conquistaram neste ano de operação: funcionários mais educados ecapacitados, formas mais modernas de operar, maior preocupação ambiental e umafrota nova e totalmente acessível.

A cobradoraIsaura de Oliveira Pereira é uma das pessoas que lutaram com a empresa antesmesmo das operações e uma prova de que o bom trabalho é recompensado, inclusivecom ascensão profissional.

1 ano Leblon Mauá

Vivian e Rute entraram em momentos diferentes na empresa, mas são como colegasde trabalho de vários anos. Foto: Adamo Bazani

“Eucomecei na empresa no dia 27 de agosto de 2010 (as operações só tiveram início em06 de novembro daquele ano).Trabalhava no setor de limpeza. Vi de perto aagonia de todos quanto aos ônibus começarem ou não a prestar serviços. Quando aempresa definitivamente conseguiu operar, foi uma vitória minha também. Medediquei, fazendo com capricho e disciplina o trabalho de limpeza até que issofoi reconhecido e conquistei uma vaga de cobradora.” – relata Isaura.

Outrofuncionário que não pode deixar de se emocionar na confraternização foiBeckembauer da Silva Santos.

Ele tambémcomeçou com a empresa desde o início da operação e vivenciou o momento daalegria e da tensão de trabalhar nos primeiros dias, devido às ameaçasrecebidas pelos funcionários da Leblon.

1 ano Leblon Mauá

Oartista Beckembauer também trata sua função de cobrador como uma arte desenvolvidadia a dia em prol da população. Sua colega de trabalho, Gisele, com jeitodescontraído, era pura alegria na confraternização de um ano da Leblon em Mauá.Foto: Adamo Bazani

Para ele,que só tinha como fonte de renda a função de artista de rua, a quebra do monopóliodos transportes em Mauá significou ganhos pessoais e para a população.

“Omorador de Mauá começou a ser atendido de forma mais digna. Acabou o monopólio.Para mim, foi excelente também. Eu sempre fui artista de rua, uma classe quefaz parte da cultura popular, mas que é pouco valorizada. Não tinha certeza dequanto ia receber, tinha de me expor no sol, na chuva, e não tinha condições deplanejar o futuro. Agora é diferente. Ainda faço eventos, como estátua humana,por exemplo, festas, mas tenho meu emprego com garantia e certeza que m dão odireito de me programar se preciso comprar alguma coisa ou mesmo para manteruma condição de vida melhor” – relatou Beckembauer.

A cobradora Gisele Aparecida Bianchi, com seu jeito descontraído, era só alegria nacomemoração no Terminal.

“Estou há pouco tempo na empresa, desde a metade do ano, mas já me sinto emfamília”.

O mesmosentimento foi demonstrado por Vivian Guermandi, da fiscalização, e RuteLourenço Figueiredo, do monitoramento no Terminal.

Apesar deVivian ter entrado na empresa em 19 de novembro do ano passado e de Rute em 18 de julho deste ano, elas atuamcomo velhas colegas de trabalho.

E dentro dacaracterística da empresa, há famílias que trabalham juntas.

1 ano leblon mauá

A Leblonsempre preservou pelo espírito familiar, que deuixa o clima mais agradávelrespeitoso e organizado dentro da garagem e as operações,. Famílias trabalhamjuntas, como é o caso de Janaína (tráfego) e o marido Lídio (elétrica). Foto:Adamo Bazani.

É o caso deJanaína Fidêncio, do setor de tráfego, e do marido Lídio, que atua na área de elétricadentro da empresa.

O fato demarido e mulher trabalharem numa empresa não afeta o desempenho profissional,já que cada um tem suas responsabilidades, mas cria um ambiente de laços e comprometimento,melhorando inclusive a relação entre os colegas de profissão.

E realmentetransportes são relacionamentos.

É pelotransporte que um povo, de uma cultura, se relaciona com outro de culturadiferente. que as pessoas convivem em sociedade. Num ônibus, não há classessociais e escolaridades.

Quem nãoteve oportunidade de ter acesso a instrução, senta ao lado do estudante queestá indo para a faculdade. Quem possui uma situação financeira mais está pedelicença para a pessoa que está há um bom tempo procurando emprego.

E quantasamizades são feitas em ônibus.

1 ano de Leblon

Umdos bolos de primeiro ano da Leblon. empresa quer que seja o primeiro de muitosoutros pela frente. Foto: Adamo Bazani.

Tanto entrepassageiros como entre motoristas, cobradores e usuários.

A relaçãonuma empresa de ônibus, ou mesmo em qualquer outro ramo de atividade, não deveapenas ser com o público, mas internas também, pois estas refletem na qualidadedo serviço prestado.

Na correria dodia a dia, nem sempre é possível demonstrar esta gratidão em sua totalidade,por isso, em ocasiões especiais, como a data de aniversário da companhia, aindamais o primeiro ano depois de várias lutas, são oportunidades para que os bonssentimentos sejam expressados de maneira simples, mas verdadeira.

Adamo Bazani,jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.

13 comentários em MATÉRIA ESPECIAL: 1 ano de Leblon Mauá. Para mudar transportes é necessário ter coragem contra MONOPÓLIOS RUINS

  1. Superfantástica Matéria Adamo!
    Leblon é Leblon, tenho nada a dizer!
    Revolução que senti na pele!
    Sem palavras a mais!

    Abraços
    😉

  2. Ninguém poderia escrever melhor essa história do que você meu amigo , parabens pela bela matéria ADAMO , a cada palavra , a cada linha ,uma pausa e uma reflexão e na minha mente eu via um filme de todos esses acontecimentos dos ultimos 12 meses, eu me permito ir um pouco mais longe talves uns 15 ou 16 meses ,nossa quanta coisa aconteceu , e ainda acontece ,da minha parte sinceramente falta palavras para descrever tudo isso que aconteceu e oque realmente representa ,mas uso desse espaço para dar meus parabens ao Grupo Leblon pelo 1º ano de operação em Mauá, que este seja o 1º de muitos anos que ainda estão por vir.

    Parabens por mais esta grande vitória conquistada pelo Grupo LEBLON.

  3. Boa tarde.

    ÔH, MENINO ADAMO (VC. PARECE UM MOLEQUINHO NAS SUAS FOTOS), EXCELENTE MATÉRIA ! PARABÉNS !

    Você retratou a construção de admiráveis histórias, de vida, de luta, como a do Sr. Balthazar, do Sr. Constantino; a forma como estes Srs. contribuíram para o transporte de passageiros. Todos caminhamos por esta vida, entre erros e acertos e, desejando melhorar, tenho certeza que, garra e vontade, não faltam ao Sr. Balthazar, basta que, ele olhe para trás e veja onde chegou.

    Quanto a Leblon. PARABÉNS !!! Admito, em alguns instantes de nossas vidas, ficamos amedrontados com a concorrência, mas, precisamos confiar mais, em nós mesmos e, até mesmo, nos espelharmos no concorrente e, não inimigo, para copiarmos o que ele têm de melhor e, fazermos coisas melhores do que ele.

    Guardadas as devidas diferenças, permitam-me dizer que, é mais gostoso disputar e ganhar de um Airton Senna, de um Piquet, do que ao medroso da chuva, Alan Prost.

    Por fim, que, o time da Leblon, lembre-se sempre de manter o espírito de luta, pela empresa, pois assim, também estará lutando por sí, pelo seu trabalho, pelo seu ganha pão.

    Abraços.

    • Gente,

      Só esclarecendo:

      Vejo a Leblon como um belo exemplo a ser seguido.

      Reportei-me aos empresários mencionados pelo Adamo, na reportagem, pois o surgimento da Leblon no cenário local, precisa servir de incentivo, para mudar, para melhorar.

  4. Moaccir. "Asterix" // 6 de novembro de 2011 às 15:36 // Responder

    Parabéns!! Bela Matéria!!! Sucesso a Leblon e a nossa cidade.

  5. Ádamo, grande reportagem!

    Conheço pouco os atores, mas a descrição precisa do processo de mudança é exemplo do melhor jornalismo investigativo. pode e deve servir de exemplo para as muitas situações semelhantes “sem saída”.

  6. Me emociona ler esta matéria, na minha cabeça tudo vem como um filme, lembor perfeitamente das expectativas que todos nós tínhamos em relação a entrada da Leblon em Mauá, com todas ameaças e atentados, além disso tinhamamos e temos através do blog todas as informações em tempo integral, chegado o grande dia foi sensacional ver a Leblon em operação, para mim que não moro em Mauá me sentia com se eu estivesse lá, só temos parabenizar a Leblon pelo seu primeiro ano e que seja 1000 anos de operação. Parabéns ao blog e Adamo Bazani que sempre nos prestigia com noticias. Além de tudo isso tive a oportunidade de conhecer de perto o Adamo Bazani e um dos articulados da Leblon na VVR2010, este por sua levado sob a tutela do Adamo, tenho até hoje a foto que tirei sentado no volante do articulado da Leblon, enfim também tornei me um fã da empresa. Forte abraço

  7. Parabéns à empresa LEBLON, mostrou competencia, energia, força de vontade, espírito EMPREENDEDOR e espírito VENCEDOR.
    Parabéns ao amigo Alvaro, e a todos que constrõem a LEBLON.

  8. Parabéns pela reportagem Adamo, excelente! E quanto ao Grupo Leblon, meus sinceros desejos que eles expandam suas operações por mais cidades paulistas, inclusive a capital. Não seria nada mal ver a Leblon operando no lugar da porcaria da Via Sul.

  9. Parabéns Adamo pela linda reportagem
    E não me canso de falar
    Tenho orgulho de fazer parte da Família Leblon……….

  10. Bruno Quintiliano // 7 de novembro de 2011 às 01:28 // Responder

    Parabens Adamo. não conheço pessoalmente os serviços da leblon, mas dá pra perceber que são de ótima qualidade e que a luta valeu a pena e precisa ser espalhada (não só para os transportes) para o resto do país.

  11. Telma Rodrigues Pereira // 8 de novembro de 2011 às 21:30 // Responder

    Tenho muito orgulho de fazer parte dessa familia Leblon….Parabens a todos Colaboradores, e teremos mais anos de vitorias….Porque a Vitoria já e nossa!!!!!!!
    Linda materia!!!!!!!!!!!!!!!11

  12. Como Mauaense e visinho da garagem da Leblon Mauá quero deixar os meus parabens pelo aniversário e a vitória de 1 ano da quebra de monopólio do transporte na cidade.
    Uma luta desse tipo não é fácil e mesmo assim conquistaram seu espaço e o apreço da população ao trazer um novo modo de visão do transporte coletivo para uma cidade até então estagnada no setor.
    Felicitações!
    Belissima matéria!
    Abraços

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