EMPRESÁRIOS DE ÔNIBUS PRESOS EM OPERAÇÃO EM CAMPINAS. Esquema seria chefiado por Belarmino Marta Júnior, de acordo com MP

prisão em Campinas
Ônibus da Execlusiva Transportes, uma das empresas envolvidas num suposto esquema de fraudes em contratos de serviços de fretamento. O Gaeco, que é o Grupo do Ministério Público que investiga o crime organizado, e a Polícia Civil cumprem 08 mandados de prisão. Entre os presos está Belarmino Marta Júnior (Rápido Luxo), que chefiaria o esquema, de acordo com as investigações, de formação de quadrilha, cartel, fraudes em licitações e crimes contra a economia pública. Foto: Luciano Roncolato.

Empresários de ônibus são presos em operação do Ministério Público e Polícia Civil
Investigação descobriu irregularidades em transportes por fretamento

ADAMO BAZANI – CBN

(Informações da EPTV – Campinas)

Os empresários de ônibus Belarmino Marta Júnior, Ariovaldo Marta, Marcelo Pereira (todos da Rápido Luxo), Miguel Moreira Júnior (da Transmimo) e José Brijeito Júnior (da Exclusiva Transportes) foram presos na manhã desta sexta-feira em Campinas e Região durante uma operação especial do Gaeco – Grupo de Ação Especial de Combate ao Crime Organizado – e Polícia Civil em Campinas.
A operação é resultado de uma investigação que descobriu supostas irregularidades em contratos de empresas de fretamento de ônibus.
São oito mandados de prisão temporária e 15 de busca e apreensão.
Ministério Público Estadual e Polícia Civil apuram crimes contra a economia pública, formação de quadrilha, cartel e fraude em licitações.
Segundo o Gaeco, esse suposto esquema de fraudes e a quadrilha seriam chefiados por Belarmino Marta Júnior, preso em casa, num condomínio de luxo, em Vinhedo.
Também foi preso Rosa Maria Júlio Landin, do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros por Fretamento de Campinas e Região (Sinfrecar).
A operação também encontrou R$ 3 mil, 3, 3 mil euros e 15 mil dólares na casa de Ariovaldo Marta, em um condomínio de Itu. Na residência de Miguel Moreira Júnior foram apreendidos 12 computadores, três notebooks, R$ 6,6 mil em dinheiro, 63 cheques de terceiros de diversos valores, além de celulares, CDs e DVDs.
Na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), os promotores também recolheream documentos na Unitransp, diretoria técnica responsável pelo transporte fretado, circular interno e sinalização viária no campus no distrito de Barão Geraldo.
Ainda de acordo com o Ministério Público, uma das vítimas da quadrilha foi a Unicamp – Universidade de Campinas.
Atual na operação de campo 60 policiais civis e 12 promotores do Gaeco de Campinas e Piracicaba

Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em Transportes.