
Um dois oito ônibus da City Rio e da Breda que foram impedidos de fazer serviços turísticos pela Prefeitura do Rio de Janeiro. Os veículos são altos mas não são de dois andares como os previstos em licitação que deve determinar a empresa que vai operar duas linhas de turismo. O poder público municipal declarou que os ônibus não são homologados para sofrerem adaptações, como a retirada do teto para melhor visualização dos turistas e disse que os ônibus, em vez de operarem como fretamento, com um ponto de embarque e outro de desembarque só ao final do destino, eles pegavam passageiros no meio do trajeto. Breda e a agência City Rio, que são do mesmo grupo, disseram que são autorizadas a operar pelo Ministério do Turismo. Já o órgão federal afirmou que só autoriza o funcionamento das empresas como transportadoras turísticas e que cabe ao poder público municipal permitir ou não o embarque e desembarque no meio dos trajetos. Breda e City Rio perderam a licitação para a operação das duas linhas turísticas que terão ônibus de dois andares, com pavimento superior descoberto pela encarroçadora, obedecendo órgãos de qualidade, trânsito e segurança veicular. Foto: Simone Marinho – Agência O Globo
Breda e CityRio são proibidas de operar ônibus turísticos no Rio de Janeiro
Segundo Prefeitura, veículos não tinham autorização de pegar passageiros em pontos. Empresas dizem que tinha prerrogativa para atuarem pelo Ministério do Turismo. Já o Ministério informou que pe obrigação da prefeitura fiscalizar a operação
ADAMO BAZANI – CBN
Às vésperas de a cidade do Rio de Janeiro divulgar a empresa vencedora da licitação dos serviços de linha de turismo com ônibus de dois andares, o que deve ocorrer em duas semanas, uma polêmica envolvendo Prefeitura, a agência City Rio, a empresa Breda e o Ministério do Turismo, retirou das ruas ônibus adaptados para passeios em pontos como Pão de Açúcar, Igreja da Candelária, Corcovado e Arcos da Lapa.
A prefeitura do Rio proibiu a circulação dos ônibus de propriedade da Breda local, adaptados para possibilitar melhor visualização por parte dos turistas.
Os ônibus são de grande porte, altos, mas não são de dois andares, como prevê a licitação. Eles tiveram o teto retirado para visualização dos turistas.
No total, são oito ônibus que tinham os serviços oferecidos pela agência.
De acordo com a Secretaria Municipal de Transportes do Rio, os veículos não tiveram autorização para serem alterados.
Além disso, a Prefeitura alega que em vez de prestarem serviços do tipo fretamento, com pacote fechado e saindo de um ponto para o outro diretamente, para o qual tinham autorização, os ônibus paravam no meio no caminho para pegar passageiros.
A agência City Rio e a Breda, que pertencem ao mesmo grupo e funcionam no mesmo endereço, na Penha Circular, afirmaram que possuem autorização do Ministério do Turismo justamente pela comercialização de passagens por agência. Sendo assim, não precisariam de autorização municipal para operarem.
Já o Ministério do Turismo afirmou que é de responsabilidade do órgão autorizar o funcionamento das empresas como transportadoras turísticas, mas quem deve permitir ou não a parada dos veículos deste serviço em pontos da cidade é a Prefeitura.
A passagem dos ônibus da City Rio eram de R$ 30,00. Num passeio de três horas e meia, os ônibus saíam da Rua Aquarela do Brasil, em São Conrado. O trajeto da Barra da Tijuca ao Centro do Rio contemplava os principais pontos turísticos da cidade.
Eram oito horários de partida de terça e domingo e segunda-feira se fosse feriado.
A Secretaria Municipal de Turismo disse que em 2009, a Breda local quis renovar um contrato de 10 anos para prestação de serviços turísticos, mas a autarquia recusou a proposta da empresa.
LICITAÇÃO:
Enquanto os ônibus de passeio turístico da City Rio e da Breda foram retirados de circulação, o Rio de Janeiro se prepara para conhecer a empresa que vai prestar serviços semelhantes com ônibus de dois andares.
Os veículos são preparados na própria encarroçadora e homologados por órgãos de trânsito, segurança veicular e de metrologia e qualidade.
A concessão da linha turística é de 10 anos e a empresa vencedora terá de pagar R$ 600 mil de outorga à prefeitura, se responsabilizar pela manutenção e funcionamento dos postos de informação e atendimento ao turista dos aeroportos, da rodoviária e de pontos turísticos como Corcovado e Pão de Açúcar.
Os folhetos e cartazes com informações turísticas, hoje pagos pela RioTur, autarquia do poder público, terão de ser bancados pela empresa vencedora da licitação.
Serão duas linhas de ônibus de dois andares, uma no circuito Barra da Tijuca – Zona Sul e outra Zona Sul – Centro.
A passagem deve custar R$ 60, no máximo, como prevê o edital de licitação. Os passageiros poderão embarcar e desembarcar em pontos pré-determinados e terão a possibilidade de, com o mesmo bilhete, usar os ônibus quantas vezes quiser no dia. Ou seja, se o turista passar por um ponto e gostar, pode descer, apreciar e, sem precisar pagar de novo, embarcar em outro ônibus de dois andares.
Se o passageiro optar por usar dois dias o serviço, no segundo dia, a passagem sai com 50% de desconto.
A Breda e City Rio participaram do certame para os ônibus de dois andares, mas foram desclassificadas.
As empresas acreditam que foram retiradas de circulação porque os ônibus concorreriam com os veículos double decker da licitação, apesar de “serem de natureza de prestação de serviços diferente”.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes