Prefeitura quer impedir greve de motoristas e cobradores na próxima segunda-feira dia 13 de junho. Empresários aumentaram a proposta de reajuste salarial para 8,5%, mas categoria insiste em 66%, índice considerado astronômico. TRT - Tribunal Regional do Trabalho quer fixar um percentual de frota mínima caso ocorra a paralisação. OAB e Ministério Público também são contra que todos os ônibus fiquem parados nas garagens. Foto: Gean Brito.
TRT deve definir frota mínima em Ribeirão Preto
Sindicato dos motoristas e cobradores anunciou greve para segunda-feira. Empresários aumentaram proposta, mas trabalhadores rejeitaram
ADAMO BAZANI – CBN
O Tribunal Regional do Trabalho deve determinar uma frota mínima em operação na cidade de Ribeirão Preto, no Interior de São Paulo, caso a greve anunciada pelos motoristas e cobradores para segunda-feira, dia 13 de junho, realmente seja realizada.
Os empresários de ônibus da cidade aumentaram a proposta de reajuste salarial de 8 % para 8,5%, mas os funcionários insistem no percentual de 66% de aumento.
As negociações entre trabalhadores e companhias de ônibus estão sendo acompanhadas de perto pela prefeita Darcy Vera.
Segundo a prefeita, o reajuste oferecido pelas 3 empresas de ônibus que prestam serviços no município está dentro dos índices usados em outras cidades.
Na Capital Paulista, o reajuste foi de 8% Em 10 cidades da Grande São Paulo, incluindo o ABC Paulista, o aumento para os motoristas e cobradores foi de 7,8%. No ABC, os trabalhadores poderiam ter recebido 8%, caso não tivessem feito greve com ações que descumpriram determinações judiciais, como frota mínima em dias paralisados e falta de aviso com pelo menos 72 horas de antecedência sobre a paralisação.
Em outras cidades do interior, os aumentos para os motoristas e cobradores também giraram em torno das propostas dos empresários de Ribeirão Preto:
Campinas: aumento de 9%
Araraquara: reajuste de 8,16% para os motoristas e cobradores .
Jaboticabal: 8% de aumento.
Porto Ferreira: 8% de reajuste
Pirassununga: os motoristas e cobradores tiveram 8% também de aumento nos vencimentos
O Seeturp – Sindicato dos Empregados de Empresas de Transporte Urbano, de Ribeirão Preto, disse que a greve anunciada para segunda-feira deve paralisar 100% dos ônibus.
OAB – Ordem dos Advogados do Brasil e Ministério Público Estadual já demonstraram que devem agir dentro da lei para exigir que um percentual mínimo de ônibus seja colocado nas ruas caso a greve seja de fato realizada.
As três empresas que prestam serviços em Ribeirão Preto calculam que com a greve diariamente cerca de 150 mil pessoas devem ser prejudicadas. São elas Turb, Transcorp e Rápido D´Oeste.
A prefeitura ainda tenta fazer com que empresas e sindicato dos trabalhadores entrem em acordo evitando a paralisação.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes, repórter da Rádio CBN