ANTT QUER ACESSIBILIDADE EM TURISMO E FRETAMENTO

ônibus de fretamento

Ônibus de Fretamento terão de possuir equipamentos de acessibilidade e espaços para cão guia, além de outros atendimentos a pessoas com mobilidade reduzida, para serviços interestaduais e internacionais. A ANTT quer que toda a frota seja acessível em 90 dias. A Fresp, que representa as empresas de fretamento de São Paulo, reclama das regas que, segundo a entidade, devem elevar os custos das empresas. O tempo para adaptação dos ônibus também é alvo de queixas da Fresp. A Federação diz que não são necessários todos os ônibus de fretamento e turismo com acessibilidade porque não há demanda grande de passageiros nestas condições. Porém, ainda não foi considerado o fato de esta demanda poder ser maior. Isso porque muitas pessoas devem deixar de usar os serviços de fretamento e turismo por conta da falta de acessibilidade. A idade avançada dos ônibus de fretamento e turismo também é outro fator que preocupa. A maioria não é adaptada e as transformações nos ônibus mais velhos são mais difíceis e tendem a ser mais caras. Foto: Adamo Bazani

ANTT quer todos os ônibus de fretamento e turismo interestaduais acessíveis em 90 dias
A Federação das empresas deste serviço de São Paulo contesta obrigatoriedade e diz que o prazo é curto e não há demanda para adaptação total da frota.

ADAMO BAZANI – CBN

A Agência Nacional de Transportes Terrestres – ANTT quer que em aproximadamente 90 dias toda a frota de ônibus para turismo e fretamento que realiza viagens interestaduais e internacionais seja adaptada para portadores de necessidades especiais, com cadeira de transbordo ou rampa e espaço para cadeira de rodas e acompanhamentos ou equipamentos necessários. Atualmente são poucos os ônibus de fretamento que disponibilizam recursos de acessibilidade.
A Agência já até divulgou uma minuta de Resolução sobre o tema.
Além de cadeira de transbordo e rampa entre o degrau mais baixo e a plataforma, a ANTT estabeleceu que as viagens devem ser feitas com um profissional da empresa qualificado a atender pessoas com os diversos tipos de limitação, divulgar em local de fácil visualização, em pontos, paradas, terminais, nos ônibus e sites a informação do direito ao atendimento prioritário, as páginas na internet destas empresas também devem ter dispositivos acessíveis, e os equipamentos de uso pessoal que o deficiente porte, mesmo que excedam o peso, não serão considerados bagagens.
Também não devem ser cobradas taxas ou elevações nas tarifas. Se caso o equipamento do portador de necessidade especial ultrapassar o peso ou o tamanho limites, a empresa deve ser informada em pelo menos 24 horas antes da realização dos embarques.
Os ônibus de fretamento terão de possui um espaço para cão guia que acompanhem deficientes visuais.
Os ônibus devem ser equipados não só para quem possui mobilidade reduzida, mas para quem tem limitações auditivas e visuais. Por isso, para cada um deste público devem ser colocados dispositivos de acesso e comunicação com sinais sonoros e visuais.
Se houver pontos de parada na viagem, estes devem ser acessíveis também e informados por áudio (locução) ou de forma visual (texto ou símbolo).
Além de espaço para cadeira de rodas e cão guia, os ônibus de fretamento e turismo terão de contar com dois assentos reservados a pessoas com mobilidade reduzida, idosos, gestantes ou obesos, de acordo com as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT.
Antes de três horas de embarque, o passageiro com necessidade especial deve informar à empresa transportadora algum cuidado além do previsto que necessite, como uso de remédios, bombas de ar, etc.
O embarque dos passageiros com necessidade especial deve ser feito antes da entrada dos outros passageiros, já na hora de sair do ônibus, a situação se inverte e o cliente com limitações deve ser auxiliado a desembarcar quando todos já tiverem saído do ônibus.
Já nos casos de quem depende de cão guia, o procedimento é ao contrário. Com embarque por último e desembarque do passageiro com limitação visual antes dos outros.
A Fresp – Federação das Empresas de Transportes de Passageiros por Fretamento do Estado de São Paulo – diz que o prazo de 90 dias para adequação dos veículos é pequeno e que, pela pouca demanda de pessoas nestas condições, não é necessário adaptar todos os ônibus.
No entanto, não se sabe se a demanda é baixa por inexistir um número considerável de passageiros com deficiência para o setor de fretamento ou se as pessoas portadoras de necessidades especiais são desestimuladas a usarem estes ônibus justamente por falta de acessibilidade.
Para a Fresp, as normas de acessibilidade que são aplicadas em ônibus urbanos ou rodoviários de linhas regulares não podem ser as mesmas para os ônibus de fretamento, porque o serviço não é público, mas estabelecido por contrato. Na hora da realização do contrato, segundo a Fresp, é que deve ser informado se há passageiro com necessidade especial ou não. Se não houver, não haveria, para Fresp motivo para ônibus acessível.
Sendo assim, ainda segundo a Federação, não é preciso que toda a frota seja adaptada.
A Federação quer que seja realizado um levantamento do percentual de passageiros com necessidades especiais que usam fretamento. No entanto, não considerou a possibilidade de pessoas que deixam de usar os serviços de fretamento por conta da falta de acessibilidade.
Além das próprias adaptações nos ônibus, a Fresp considerada que o acompanhamento de um profissional das empresas para atenderem aos portadores de deficiência, aumentaria os custos das viações.
Até o dia 16 de junho, a ANTT aceita sugestões sobre o tema.
O telefone é:

0800 61 0 300

Uma das preocupações das empresas de fretamento é com a idade da frota. Muitos ônibus não são acessíveis por serem velhos e as adaptações neles se tornam cada mais difíceis e mais caras.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes públicos.

17 comentários em ANTT QUER ACESSIBILIDADE EM TURISMO E FRETAMENTO

  1. Boa noite à todos, novamente !

    Importante matéria Adamo, parabéns !

    Quanto ao assunto:

    1. Talvez, isto afaste muitas empresas da prestação de serviço de fretamento e turismo, interestadual, já tão desgastado em virtude da competição com a aviação;

    2. É IMPOSSÍVEL adaptar toda a frota em 90 dias; não é preciso ser especialista no assunto para saber disso;

    3. É UMA NECESSIDADE IMPORTANTÍSSIMA, mais, deve ser oferecida aos poucos, e, não é necessário que todos os veiculos sejam adaptados;

    4. Alguém poderia me dizer o nome de alguma empresa que possua veiculos nestas configurações pedidas ???

    Com todo respeito às pessoas com necessidades especiais, pois elas merecem, estas são minhas humildes opniões.

    Abraços.

  2. Sempre que vejo um ônibus rodoviário ou mesmo de turismo e fretamento com o adesivo universal que indica que o veiculo transporta pessoas com necessidades especiais fico com uma dúvido, como será o acesso de um cadeirante, um obeso nesse veiculo?Claro que ja vi aqueles bancos reservados, mas chama atenção o fato de não haver nesses veiculos elevadores ou mesmo uma porta diferenciada para esse acesso, nos DDs isto é posspivel por causa do piso baixo, mas nos LD´s ou mesmo os ônibus normais como os da foto a gente naão vêisto, certo dia vi uma situação na qual o motorista teve que carregar um cadeirante para dentro do veiculo, era um Marcopolo G6, agora conforme o texto terão 90 dias para implantar isto, concordo plenamente com o Gustavo, impossível. Qaundo a gente observa algumas carrocerias de ônibus rodoviários da Europa a gente sempre vê que alguns modelos possuem duas portas e que de fato a acessibilidade existe, recentemente via no ônibus brasil a foto d um Irizar brasileiro nessa configuração. A Marcopolo é hoje uma grande exportadora de carrocerias para Africa. Asia e também Europa, com certeza seus modelos tem que atender as legislações desses paises, ai vem a pergunta o que então acontece no Brasil? Legislação nos temos, tai o texto para provar. Nesse sentido vale a gente esperar para ver o que vai acontecer, quero ver em breve u G7 com acessibilidade total, elevador, espaço para cadeirante, cão guia e tudo que essas pessoas tem direito, ois afinal também são cidadãos e também consumidores. Espero ter ajudado na reflexão. Forte abraço a todos.

    • Olá Roberto !

      Concordo PLENAMENTE, quando dizes do respeito para com o portador de necessidades especiais, são nossos semelhantes, merecem nossa atenção e respeito.

      A medida da ANTT, não pode levar a uma busca às CARRERAS, por ônibus que atendam ao IMPOSTO, podendo beneficiar esta ou aquela encarroçadora.

      Por fim, volto humildemente a dizer que, não há a necessidade de adaptar todos os veiculos, e, sim disponibilizar uma certa quantidade, capaz de atender a real demanda.

      Abraços.

      • Roberto SP // 6 de junho de 2011 às 15:03 //

        Concordo com você basta disponiblizar uma quantidade assim como a empresas na hora de fechar contrato desse tipo de serviço ter a sensibilidade de perguntar se há pessoas com necessidades especiais a ser transportada, a questão também passa por uma mudança de mentalidade no setor, sobretudo quando hpoje temos nas empresas pessoas com necessidades especiais trabalhando, enfim tai uma discussão muito interessante, lembramos aqui o que foi a acessibilidade nos ônibus urbanos, a história começou lá nos anos 80 e hoje temos veiculos saindo de fabrica prontos por obrigatoriedade da lei, enfim vamos acompanhar,

    • Roberto, bom dia

      Se possível, post umas fotos, links ou catálogos
      destes modelos com acessibilidade que já atendem
      o mercado internacional.

      Entendo que será bastante útil neste blog.

      Grato

      Paulo Gil

  3. salomao jacob golandski // 6 de junho de 2011 às 11:32 // Responder

    ola
    realmente eu não concordo que toda a frota de fretamento seja adaptada para cadeirantes .
    não existe tanto cadeirante que queira fazer turismo .
    poderia sim ter alguns .
    outra coisa , dou razão a antt pois tenho visto muitos onibus , com vida util
    vencida no fretamento . escolar ,
    salomão

  4. Amigos, bom dia

    Se as carrocerias já atendem o mercado internacional,
    não há dificuldades.

    Basta “abrir a mão” e saber quem arcará com os custos.

    Só isso……

    Grato

    Paulo Gil

  5. Amigos, boa tarde

    Mais um link do rodoviario acessível para o mercado internacional.

    http://terminallaranja.blogspot.com/2010/07/caio-induscar-produz-onibus-rodoviario_03.html

    Grato

    Paulo Gil

  6. Boa noite à todos !!!

    Legal saber que, há modelos no mercado nacional, capazes de atender a questão do transporte de fretamento e turismo para portadores de necessidades especiais, entretanto, quando ponderamos sobre a questão de custos, não podemos nos afastar, da questão de que, um ônibus, ainda por cima, de grande porte, como o Caio Giro ou similar de outra encarroçadora, tem um custo / passageiro / passagem, razoável; imaginemos então, o rateio dê uma viagem de turismo ou frete para indústria, rateados entre 14 passageiros que, é a lotação do Caio Giro do Link.

    Tudo precisa ser pensado.

    Parabéns Paulo Gil e Roberto, por fuçarem, sobre algo interessante e importante.

    Abraços.

  7. Amigos, boa noite

    “Em casa de ferreiro o espeto é de pau.”

    http://www.youtube.com/watch?v=9tvJxJdtmbY

    Apreciem.

    Grato.

    Paulo Gil

    • Pauo Gil Sensacional, com um governo desses qualquer cidadão sente-se realmente importante, mas tai uma prova de que é possível haver veiculos adaptados, claro que não numa configuração exclusiva, mas uma configuração que tenha pelo menos um espaço para cadeirantes, sinalização para deficientes visuais, podendo por exemplo haver uma segunda porta como nos Irizar, esta com elevador como nos nossos urbanos, enfim estamos provando que é possível, fico satisfeito em poder ter ajudado e ao mesmo tempo poder compartilhar as informaços.

      • Roberto, boa noite
        Nos ajudamos, legal.
        Até aprendi que a moeda do Panamá é a Balboa.
        Tudo em prol do “buzão.”
        Abcs.
        Paulo Gil

  8. Pessoal, em Sao Paulo ha uma Agencia de Viagens e Turismo que se adiantou a Legislaçao e ja possui um Irizar PB com elevador para cadeirantes. Entrem no site http://www.sunflowerturismo.com.br

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