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GREVE DE ÔNIBUS NO ABC CONTINUA NA SEXTA-FEIRA

Pelo menos até a parte da manhã desta sexta-feira, passageiros do ABC não vão ponder contar com toda a frota de ônibus

Motoristas de ônibus decidem continuar greve no ABC Paulista
Categoria deve permanecer com os braços cruzados pelo menos até nesta sexta-feira na parte da manhã quando corre nova assembleia

ADAMO BAZANI – CBN

Os motoristas e cobradores de ônibus do ABC Paulista deve continuar com os braços cruzados pelo menos até às 09 horas da manhã desta sexta-feira.
A decisão foi tomada na tarde desta quinta-feira, segundo dia de greve dos cerca de 7 mil funcionários do setor na região.
As propostas e as discussões da reunião de conciliação realizada também nesta quinta-feira no Tribunal Regional do Trabalho – TRT serão debatidas nesta nova assembléia.
Os motoristas e cobradores de ônibus entraram em greve a 00 h 00 de quarta-feira, dia primeiro de junho de 2011.
A paralisação foi decidida na noite de terça-feira, não respeitando o prazo mínimo de 72 horas de antecedência para que a população, empresas e poder público sejam avisados.
No início da noite desta quarta-feira a desembargadora Sônia Maria Prince Franzini do Tribunal Regional do Trabalho determinou que fossem colocados em circulação 80% dos ônibus em horário de pico (das 05h30 às 09h00 e das 15h30 às 20h30). Nos demais horários deveriam ser colocados 60% dos ônibus em serviço.
O não cumprimento desta determinação acarreta em multa diária de R$ 200 mil ao sindicato dos trabalhadores.
Nenhuma empresa de ônibus conseguiu colocar esse percentual nas ruas por conta da pressão dos trabalhadores.
A Metra que nesta quarta-feira colocou 75% de frota nas ruas foi alvo de vandalismo no final da tarde desta quarta-feira e nesta quinta operou com frota bem reduzida.
Apenas a cidade de Diadema teve forta completa por conta de um acordo
A categoria reivindica aumento de 15% nos salários enquanto os empresários oferecem 8% de aumento.
Alguns ônibus que tentaram sair para as ruas tiveram as chaves roubadas por pessoas que se diziam ligadas ao movimento grevista.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN especializado em transportes.

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